Encontro VMAS 2016

Encontro VMAS 2016
Encontro VMAS 2016

No feriado de Corpus Christi de 2016 (26 a 29 de maio) a motivação para rodar foi espetacular. Conhecer pessoalmente o amigo Sérgio Nehring, de Rio do Sul/SC, durante o Oitavo Encontro anual do VMAS (Viagem de Moto América do Sul) em Castro, Paraná. Sérgio interessou-se em participar da viagem Amazônia 2016 que inicia agora em agosto próximo, e estamos em contato desde janeiro trocando idéias sobre o tema das viagens amazônicas.

O VMAS é um grupo de amigos motociclistas que iniciou como uma comunidade no Orkut e após o fim dessa plataforma hoje é um grupo no Facebook. A filosofia é compartilhar informações e apoio a viajantes (de moto, principalmente) em rotas pela América do Sul. Se reúnem anualmente para tornar reais as amizades virtuais iniciadas no computador.

Para a ida, planejei refazer a BR-153, pois faz um tempinho que não rodo por lá. Saio na quarta à noite, adianto uns 400Km até Itumbiara, e no dia seguinte já chego em Castro ainda de dia para curtir o encontro. Durante o evento está programado um passeio até o Cânion Guartelá e visitação nas trilhas (a pé). Entre várias outras atividades de integração da galera. A volta no domingo, será de Castro a Brasília em um tiro só. Sair cedão e rodar o dia todo. Sem espaço para experimentações, vou pela Rodovia Anhanguera mesmo e BR-050

Chega o dia da partida, e após o trabalho pego a saída para Goiânia pela BR-060. Duplicada e velha conhecida, os km até Goiânia vão passando tranquilos. Entre Anápolis e Goiânia a BR-060 e a BR-153 são coincidentes, e é considerado o trecho mais perigoso da rodovia inteira em todo o Brasil, em número de acidentes e mortes. Basicamente devido ao tráfego urbano entre as duas cidades se misturar ao movimento da rodovia. No trecho entre Professor Jamil e Morrinhos, já alguma degradação do asfalto e buracos, devido ao trânsito de caminhões pesados. O relevo é legal, bastante colinas e curvas abertas, espanta o sono. Chego em Itumbiara por volta da meia-noite e vou pro hotelzinho de sempre.

Quinta cedão, café no primeiro horário e bora pra estrada fazer km. Itumbiara é divisa GO/MG e a duplicação acaba. O trecho MG é pista simples, agora está bem conservada (em 2005 a primeira vez que passei era um lixo remendado). Continua colinas, curvas, agora mais fechadas, e muito caminhão. Nos dias de sol faz um calorão danado por aqui também. Vou passando pelas cidades e lembrando de viagens anteriores pela região. Acabo sempre sorrindo quando passo por Panamá e Palestina, ótimas fotos pra brincar com os amigos. Chego no trecho paulista ainda pela manhã, e começa a chatice do congestionamento até São José do Rio Preto. É pólo regional, não tem jeito. A estrada em pista simples é que não comporta mais o tráfego atual. Com atenção passa bem, logo já estou perto de Marília, onde tem uma serra bem legal, um corte de pedra alto, a temperatura baixa e dá uma refrescada. Não tem mistério passar por aqui, só tem que cuidar com a gasolina. Os postos estão nas cidades, não na beira da estrada. E as cidades normalmente estão alguns km afastadas, então não abuse da autonomia da moto (experiência própria kkkk).

Na divisa de SP com PR, o maldito pedágio de Jacarezinho, que custa a ninharia de 12 reais para motos. Deve ser o terceiro mais caro do país, só perde para Cabo Frio/RJ e Paranaguá/PR, mais caros que isso. E a estrada no lado paranaense continua a porcaria de sempre, toda remendada e desnivelada. O relevo e a paisagem mudam completamente, se tornando uma região serrana com bastante mata. Em SP era mais plano com campos de cana ou outras plantações. Na cidade chamada Ventania saio da BR-153 e vou pra Piraí do Sul e então Castro, chegando ao anoitecer.

One Response »

  1. É daí que nascem as grandes amizades e realizações de viagens que no imaginário foram feitas várias vezes

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