Royal Enfield FAQ

Royal Enfield FAQ
Royal Enfield FAQ

FAQ significa “Frequently Asked Questions”, ou seja “Perguntas mais frequentes”. Vou reunir aqui algumas que sempre escuto, com o tempo vamos adicionando mais. Assim fica bom pra todo mundo, tirando as dúvidas de forma organizada.

Bressan, o organizador da FAQ, comprou uma Classic 500 em 2012 em São Paulo, saiu rodando pra Brasilia no mesmo dia. Fez algumas viagens por asfalto com ela, e depois encarou a Transamazônica sozinho em 2015. E continua usando a moto em viagens e dia-a-dia. Já está com 55000Km rodados. Recentemente comprou também a Continental GT.

A FAQ é feita com o auxílio de vários participantes da Fanpage no Facebook e do grupo no whatszapp, trocando idéias e esclarecendo dúvidas, que depois são armazenadas aqui. Divirta-se com a leitura e explore os links indicados, textos e vídeos. Tem muita coisa interessante!

1- COMO É ANDAR NUMA?
É BOM DEMAIS! Fiz uma avaliação depois de testar os novos modelos 2017 no lançamento em abril. Ali explica como é andar com elas, e as demais informações (preços, cores). Leia neste link: https://www.elbando.com.br/2017/04/28/testando-as-novas-royal-enfield/

Recentemente comprei uma Continental GT 535 e já fiz um relato da compra e dos primeiros 1500Km rodados, onde peguei na loja, fui pra Brasília de novo rodando e troquei o óleo no meio do caminho. Leia aqui: https://www.elbando.com.br/2017/12/11/continental-gt535/

Guilherme Moto Relax Entrevista com proprietários:
Sr. Adail – https://www.youtube.com/watch?v=8IT9FHMqt2E
Bruno – https://www.youtube.com/watch?v=t-QjACdd0aU
Bressan – https://www.youtube.com/watch?v=AKk6aUyp3Vg
Sr. Reinaldo – https://www.youtube.com/watch?v=k2r512vmZ2I

Veja também:
– Tem vários outros proprietários entrevistados, confira no canal do Guilherme!
– o vídeo do Sr. Adail explicando tudo sobre o SIDECAR.
– o review da Himalayan feito por um integrante do El Bando Moto Grupo em Portugal

– x – Bullet 500 Classic 500 Continental GT 535 Himalayan 410
Videos de Proprietários Thiago Moreno – Comprei uma Bullet 500, e agora?

Thiago Moreno – Avaliação após 6000Km

Moto Relax – Subindo morro na Bullet com garupa
Socratinando – Estou satisfeito com minha Royal Enfield?

Fernando Cominato – Cominato Roots Garage – dicas de mecânica para a Classic 500

Tiago Kroetz – Minha primeira moto – Classic 500
Moto Relax – Teste longo com a Continental GT Guilherme Moto Relax – Rodando com a Himalayan
Textos Jornalisticos Tite Simões – Classica zero km Royal Enfield Bullet

Moto.com.br – Bullet 500 é moto para curtir a viagem sem pressa
Infomoto – Avaliacao Royal Enfield Classic 500 no dia-a-dia Arnaldo Keller – Continental GT uma adorável Cafe Racer Marcilio Braz – Review da Himalayan
Vídeos Jornalísticos Bullet 500 Motorama – Classic 500 do Bressan

Arnaldo Keller – Testando e rodando com uma Royal Enfield Classic 500
Motorama – Apresentando a Continental GT – Primeira Cafe Racer de fábrica

Arnaldo Keller – Avaliação completa da Continental GT
Himalayan 410

Outros Reviews – Videos de jornalistas:
Motorama – Lançamento das Royal Enfield em Abril/2017

Grupos de usuários:
Facebook: Fanpage Royal Enfield Brasil
Whatszapp: Contatar Bruno BCCL ou Guilherme Moto Relax no facebook primeiro.

2- QUE MOTO É ESSA? É CHINESA?
A Royal Enfield é uma pioneira do motociclismo mundial. Fundada em 1901 NA INGLATERRA e em atividade até hoje. Foi líder até os anos 60, venceu competições importantes e concorria com Triumph, Norton, BSA que se uniram em um grupo rival. Todas elas morreram nos anos 70 com o sucesso fabuloso da Honda CB750. A Royal Enfield fechou a fábrica na Inglaterra mas tinha uma fábrica na Índia, que foi vendida aos indianos e nunca parou de produzir. Na Índia, a Royal Enfield é a líder no segmento de média cilindrada, e a terceira maior fábrica da Índia. Produz 650mil motos por ano, uma operação maior que a da Harley-Davidson que está na faixa de 550mil motos por ano. Desde 2009 a Royal Enfield está em expansão mundial, abrindo revendas nos 5 continentes. Hoje na América do Sul já tem 20 lojas espalhadas por todas as capitais principais, e no Brasil inaugurou a loja em São Paulo em Abril 2017.

3- QUE OUTROS MODELOS TEM?
No Brasil tem os modelos clássicos Bullet 500cc, Classic 500cc e a cafe racer Continental GT de 535cc. No exterior tem modelos clássicos de 350cc e a trail Himalayan de 410cc. Existe também um modelo chamado RUMBLER ou THUNDERBIRD (depende do país onde é vendida) de 350 e 500cc que tem tanque de 20 litros, banco em dois níveis, painel moderno e seria para um uso mais confortável em viagens. Há também séries especiais com poucas unidades, como a DISPATCH (Motos Classic 500 militares com pintura camuflada. Foram lançadas em julho de 2015, 200 unidades de cada cor – verde, areia, azul – e TODAS vendidas no mesmo dia!), e a REDDITCH (motos Classic 350cc com pintura sólida, lançadas em 2017, homenageiam estilo das Royal Enfield dos anos 50). Em 7/11/17 no Salão de Milão, a Royal Enfield apresentou dois modelos totalmente novos, utilizando o motor bicilíndrico de 650cc recém-projetado. São a Interceptor 650 e a Continental GT 650. No Salão Duas Rodas em São Paulo, lançaram as Redditch com 500cc, inéditas no mundo. No início de 2018 lançaram uma série especial com 500 unidades da Himalaian chamada Sleet, com pintura branca/cinza e malas laterais de alumínio. Para janeiro 2018 tem também o lançamento das Thunderbird 350X e 500X. Veja os links abaixo:

MODELO CILINDRADA INFO BRASIL
Bullet 350 e 500 LINK 500cc disponível
Classic 350 e 500 LINK 500cc disponível
Continental GT 535 LINK Disponível
Himalayan 410 LINK 2o Semestre 2018
Rumbler/Thunderbird 350 e 500 LINK Sem previsão
Rumbler/Thunderbird Série X 350 e 500 Comparação da Série X com a Thunderbird original Sem previsão
Série Especial Dispatch 500 Série Despatch toda vendida em meia hora! Só se vc customizar a sua!
Série Especial Pegasus 500 Conheça a origem da Pegasus SIM! Reserve a sua na revenda em SP
Série Especial Sleet 410 Lançamento da Himalayan Sleet Sem previsão
Série REDDITCH 350 e 500 Lançamento Série Redditch na ÍNDIA! Lançadas as de 500cc em 13/11/17 no Salão 2 Rodas
Interceptor 650 e Continental GT 650 650 LINK Final de 2018

4- QUAL É MAIS CONFORTÁVEL PARA GARUPA, BULLET OU CLASSIC?
O banco da Bullet é mais largo, com espuma fina. O banco de garupa da Classic é mais estreito mas tem espuma alta. A sensação de conforto é pessoal, o ideal é você fazer o test-ride nas duas motos com sua garupa presente. Mas nem sempre temos condição de fazer o ideal não é mesmo? Relatos de outros proprietários da moto que fizeram os dois rides tem apontado que o da Bullet é mais confortável por ser largo. De qualquer forma, sempre se pode levar o banco a um capoteiro e fazer um novo enchimento adequado à sua necessidade.

5- VAI TER OUTRAS REVENDAS NO BRASIL?
Espero que sim, mas isso só quem sabe é a própria Royal Enfield! Pelo que já li, a estratégia da empresa é crescer no mundo todo. E se tem 9 revendas na Colômbia, porque não teria muitas mais no Brasil? A motoca é 10, falta o brasileiro conhecer melhor. Cobre iniciativa daquele seu amigo empresário de revenda de motos na sua cidade! No final desse texto tem uma lista com mais duas lojas que vendem Royal Enfield, em Curitiba/PR e Vitória/ES.

6- TEM EM QUAIS PAÍSES VIZINHOS?
Tem em quase todos! Desde 2009 a Royal Enfield iniciou suas operações na América do Sul, incluindo o Brasil. Aqui tivemos o parceiro importador até 2014, e depois a marca veio oficialmente. Veja a tabela abaixo, e o MAPA ROYAL AMERICA DO SUL, note que existem revendas em vários países vizinhos! Ajude-nos a atualizar com novos pontos de interesse (revendas, oficinas, etc) no Brasil e exterior.

País Início Operação Lojas
Colômbia 2009 Própria Bogotá, Medellin, Cali, Barranquilla, Bucaramanga, Ibagué, VillaVicenzio, Pereira
Uruguai 2010 Importador Montevideu e Punta del Este
Paraguai 2010 Importador Assuncion
Bolívia 2010 Importador La Paz, Cochabamba, Sta Cruz de La Sierra, Oruro, Trinidad, Tarija
Chile 07/09/17 Importador, antes outro importador Santiago, Concepcion, Temuco
Equador 2016 Importador Quito, Guayaquil, Cuenca
Peru 08/01/14 Importador Lima e Trujillo
Brasil 25/04/17 Própria, antes via importador São Paulo
Argentina 13/03/18 Própria, antes via importador Buenos Aires

7- SERÁ QUE É VISADA? QUANTO É O SEGURO?
Como que uma moto que não serve pra fugir nem pra ostentar vai ser visada por ladrões? A outra causa de roubo é encomenda, o mercado de peças roubadas. E aí vai da SUA atitude de não ficar encomendando peça nas “robauto” da vida. As peças da Royal são baratas, então deixe de pilantragem. O valor do seguro depende de um monte de coisas. No meu perfil (48 anos, Brasilia) deu na faixa de 1000 reais. Pilotos mais jovens e moradores de SP e RJ pagam mais caro, até 2000 reais. Meu seguro faço com a corretora ALL RIDERS, que é pioneira no ramo. Entre no site e faça sua cotação.

8- POR QUE O MOTOR É FRACO ASSIM?
É um monocilindro de projeto antigo, robusto, pesado, feito pra durar, não pra fazer racha com CB300 nos semáforos. A potência de 27cv pode ser baixa para os dias de hoje, mas é adequada para a proposta da moto (tocada tranquila, economia e durabilidade). Vá ver a força que essa moto tem e o prazer de pilotar que ela proporciona! Não é defeito, é característica! 😉

9- QUAL O CONSUMO DE GASOLINA?
30 a 35 Km/l na cidade, e 23 a 30Km/l na estrada. Tudo depende do acelerador! É uma moto de muita força em baixo giro, por isso na cidade a Royal Enfield é mais econômica. Na estrada, o giro é mais alto, e assim o consumo fica maior.

10- QUAL A VELOCIDADE MÁXIMA?
A MINHA Classic 500 chegou a 147Km/h no plano, pelo GPS. Não recomendo! Quer correr, compre outra moto. A Bullet tem o mesmo motor então a máxima deve ser similar. A Continental GT é um pouquinho mais rápida de tudo, e consegui 150 em estrada plana. Na prática, a velocidade de cruzeiro sozinho é de 100 a 110 com folga para ultrapassagens. Com garupa e bagagens, depende do peso total, mas dá pra rodar a 100 tranquilo.

11- MAS ELA VIAJA? AGUENTA?
COM CERTEZA! Viajei com minha Classic 500 desde o primeiro dia, saiu da loja em Sampa e foi pra estrada, pra Brasília. Fui com calma, amaciei direito, e depois fui aumentando os passeios. Fui pra BH, Sampa de novo, Bahia, e em 2015 fiz o Tocantins e a Transamazônica sozinho com ela. Um trajeto de 7200Km que teve 2000Km de terra. Viajei normalmente, por asfalto, terra, rodei o dia todo, vários dias seguidos. A moto resistiu muito bem sem qualquer problema. Viajo a 110Km/h mesmo em outras motos mais potentes que tive, é o meu jeito. Se precisar, ela tem folga pra ultrapassar a 120, 130. Em ladeiras suaves você nem sente, e em ladeiras mais íngremes tem que baixar a marcha pra obter mais força. Igual a qualquer moto.

Agora já temos vários outros aventureiros de Royal Enfield no Brasil, fazendo grandes viagens:
– Zé Maurício, fez 8500Km de Bullet 500 pelos Andes argentinos.
– Bressan, fez 7200Km de Classic 500 pela Amazônia.
– Fernando Cominato, fez 6800Km de Classic 500 pelo Nordeste.
– Marcelo Dias, fez 6500Km de Bullet 500 pelos Andes peruanos.
– Caio Justo, fez um passeio de 3500Km pelo Uruguai e Buenos Aires, partindo de Sampa.

E aventuras de Side-Car, com Adail e Reinaldo rodando várias viagens, algumas com mais de 1000Km, pelo interior de SP e MG.

Temos também brasileiros indo pra Índia fazer as aventuras no Himalaia utilizando as motos Royal Enfield:
– 2016 Rômulo Provetti e Rafael Barata: https://www.youtube.com/watch?v=oAZLnLuvfdU
– 2017 Sandro Fadanelli, Edson Mesadri e amigos: https://www.youtube.com/watch?v=32AKzHILbg4
– 2017 Arthur Caldera do Infomoto: https://www.youtube.com/watch?v=JZwYf9RF0mc

E do exterior, grandes aventuras são feitas aqui pelo Brasil utilizando as Bullet, Classic, GT e até com a Himalayan.
Classic 500 – Alemã percorre 25000Km na América do Sul
Casal de Bolivianos percorre 40000Km pela América do Sul, com duas Royal Enfield Himalayan 400 carburadas.
Facebook – Pasaporte al Sur
Canal Youtube – Pasaporte Al Sur

Meus vídeos e fotos:
– Viagem inaugural de SP a Brasilia (melhor ver no PC): https://www.youtube.com/watch?v=9PsynAXLHSI
– Viagem à Bahia (melhor ver no PC): https://www.youtube.com/watch?v=gjRLNygeTcM
– Fotos da viagem à Amazonia: https://www.elbando.com.br/2015/09/24/transamazonica2015-dia-1/

12- MAS ELA VIBRA MUITO?
Sim, ela vibra! Do mesmo jeito que vibra qualquer moto de um cilindro grande, como a Honda Falcon 400, Suzuki Savage 650, Suzuki DR650 e Suzuki DR800. Você vai sentir a vibração nos espelhos, nas manoplas e nas pedaleiras. Dependendo da rotação do motor, vibra um pouco mais, ou um pouco menos. Normal de qualquer moto. Mas pilotando, não é o fim do mundo, não cai dente, não perde a mão, e com a prática você acostuma. É comum cair uns parafusos da capa do escape, e sabendo disso você sempre dá um confere, um reaperto. Nada diferente do que fazemos com outras motos vibrantes.

13- DÁ MUITA MANUTENÇÃO?
A minha Classic 500 agora em maio/2018 está com 55000Km rodados, e do tanto que eu bati nela, surrei, demoli nas estradas de chão, só precisei de corrente (quebrei duas por minha conta, de propósito testando a duração) e do rolamento do guidão. Defeito causado por outros, teve a questão da gasolina adulterada com solvente em Pirapora e João Pinheiro MG – Rede Petrominas, fuja! Fez mal ao bico injetor e tive que trocar. Fora isso, a moto não deu problema, e como é um projeto simples, qualquer mecânico decente pode fazer as regulagens. Melhor ainda é você se animar a aprender e mexer você mesmo, pois é tudo muito simples.

14- O QUE FAZ NA REVISÃO?
Não sei o que as concessionárias fazem, pois há anos não levo moto minha em concessionária. Eu troco óleo e filtro de óleo a cada 3000Km, e a cada 12000Km desmonto a moto toda, inspeciono tudo, engraxo e lubrifico. Troco óleo das bengalas. Regulo as válvulas. Verifico os rolamentos. Troco tudo que tiver que trocar. E cito de novo, em 55000Km só precisei do rolamento do guidão até hoje, pelo uso extremo em estradas de chão. Esse tipo de revisão eu faço em qualquer moto que tenho, é o meu sistema. Eu viajo muito e pra longe, preciso da moto pronta sempre pra tudo. Leva vários dias pra ser feita, não é aquela enganação de concessionária típica brasileira onde a moto entra de manhã e sai de tarde lavada porcamente. Os amigos de SP que tem usado a concessionária estão muito satisfeitos com o pessoal, basta acompanhar os relatos na FANPAGE do facebook.

15- MORO LONGE DE SP, COMO FAÇO?
Se a moto é do seu gosto, pode comprar a moto em SP e transportar para sua cidade. A loja tem indicação de transporte confiável. Ou pode ir rodando, sem problemas. Vários estão fazendo isso. A única recomendação minha é fazer a troca de óleo aos 500Km. Compre o kit revisão na Concessionária (filtro, óleo, o-rings/arruelas) e troque em alguma boa oficina no caminho para sua cidade. Não conhece uma boa oficina, pergunte na cidade. Exercite o contato, a amizade, o motopurismo! O Cominato (ver o link lá no inicio da página) fez um vídeo sobre a troca de óleo que explica tudo.

16- MAS PODE RODAR SEM PLACA?
Pode! Direto pra casa, com a NF na mão. Fiz isso com a minha Classic 500 em 2012. O mais rápido possível você deve iniciar o processo de emplacamento na sua cidade. Você pode também perguntar no Detran da sua cidade se pode levar a placa pra SP, lacrar na loja e já sair rodando com ela emplacada. Vai precisar da nota fiscal da moto e do decalque do número do chassi. Fiz isso com a Continental GT agora em 2017.

17- MAS E A GARANTIA?
Para trocar o óleo não afeta nada! Converse na loja sobre sua necessidade se morar longe. No meu caso, que comprei a moto zero em SP em 2012 e em 2017, fui rodando pra Brasilia, troquei o óleo 500Km depois e faço tudo com um mecânico de confiança. Faz anos que não dou mais bola pra garantia de QUALQUER fábrica. Isso não existe no Brasil, amigo! TODOS os meus amigos que precisaram de algo SÉRIO da garantia da Honda, Yamaha, Suzuki, BMW, Harley, etc, tiveram que ir pra justiça. Usar a garantia pra um arranhadinho, trocar pisca, lampadinha, é moleza, fácil. Vai tentar exigir a garantia para algum defeito realmente sério em motor, elétrica, injeção, suspensão pra ver se não vai parar na justiça. “Garantia” no sistema brasileiro de atendimento ao cliente é apenas uma amarração que fazem para morder seu dinheiro durante anos. Quantas vezes você já ouviu relato de amigo que fez revisão na concessionária e depois descobriu que o serviço não foi feito? Então vou respeitar garantia pra que? Quem garante minhas motos sou eu e o meu mecânico de confiança. Só lembrando que já tem relatos de ótimos atendimentos em garantia feito pela concessionária Royal Enfield em SP, coisa que surpreendeu positivamente muita gente. Problemas acontecem, e a Royal Enfield Brasil mostrou um respeito ao consumidor que não vemos em outras marcas.

18- ENCONTRA PEÇA FACILMENTE NO BRASIL?
As poucas peças que precisei eu peguei em SP com o importador antigo, e chegou em casa no tempo do Correio (PAC, uma semana). Com a nova operação sendo apoiada pela própria fábrica, não tem porque ter receio de faltar peças. Além disso, tem peça no mundo todo pra ela, pois está há muitos anos no mercado. Eu entendo a preocupação de todos com uma marca “nova e desconhecida”, se fosse uma demonha chinesa eu também estaria preocupado. Mas a Royal Enfield é uma empresa consolidada no mundo, apenas desconhecida no Brasil. Pra mim, a moto é robusta, confiável, e pra quem vai rodar sem os meus exageros a motoca vai durar pra sempre. Acho que só vai precisar de peça mesmo quem se envolver em algum acidente com a moto.
Veja esta notícia de 27/11/2017: Royal Enfield monta centro de peças em SP

19- AS PEÇAS SÃO CARAS?
Não sei os preços atuais, mas em 2015 antes de ir pra Amazônia, comprei um monte de coisas sobressalentes. O filtro de óleo era 8 reais, o filtro de ar foi 25 reais. Cabo de acelerador foi 28 reais. O bico injetor foi mais caro, na faixa de 800 reais. O kit relação original, completo (pinhão, corrente, coroa) foi 200 reais.

20- QUAIS PEÇAS SÃO COMPATÍVEIS COM OUTRAS MOTOS?
Qualquer moto tem peças específicas (motor e quadro, por exemplo) e o resto vem de fornecedores do mercado (freios, filtros de ar e óleo, molas, amortecedores, piscas, espelhos, faróis, lâmpadas, etc). A única troca que fiz até agora foi guardar os piscas originais e colocar os da Intruder 125, que acha em qualquer esquina baratinho. E coloquei uma corrente de motocross, na largura certa e só ajustei o tamanho. Lembre que as peças da Royal são baratas, pode nem ser vantajoso pegar uma peça compatível de outra moto. Cada caso é um caso.

21- QUAL GASOLINA USAR NESSA MOTO?
Qualquer uma! A que tiver no posto! A que você prefere! Eu dou preferência para as superaditivadas (Shell Vpower, Petrobras Grid, Ipiranga DT Clean), depois as aditivadas normais ou a comum. O motivo disso está neste estudo que fiz com 450 tanques por 100.000Km: Gasolina – Teste Prático .

22- POR QUE O FREIO TRASEIRO AINDA É A TAMBOR?
A CONTINENTAL GT e a Classic com ABS tem freio a disco traseiro. A Bullet e Classic sem ABS que tem freio a tambor traseiro. Em 2018 até a Bullet deve vir com ABS e freio a disco traseiro. Embora “arcaico”, os freios seguram muito bem a moto.

23- SOBRE O ABS, COMO É? E TEM COMO DESLIGAR?
O ABS é oferecido nas Classic e Continental GT. Tem sensor nas duas rodas, e não desliga. Talvez no futuro mude, mas a proposta dessas motos não é “todo-terreno” nem “off-road”. As Bullet estão vindo sem ABS ainda, mas futuramente devem vir também com ABS, para atender a legislação brasileira.

24- TEM CONSORCIO? FINANCIA? QUE CORES TEM? QUANTO CUSTA CAMISETA, LUVA, JAQUETA, ETC?
Só pra lembrar, não sou funcionário da Royal Enfield! Duvidas comerciais, liguem na loja!
Site da Royal Enfield Brasil: Royalenfield.com/br/
Facebook da Loja de São Paulo: fb.com/royalenfieldsp
Endereço da Loja: Av. República do Líbano, 2070 – Ibirapuera – São Paulo
Contato: (11) 5051-7700

25- PARCEIROS DE VENDA EM OUTROS ESTADOS
PR/CURITIBA – Club 1903 Motorcycles – Fone: (41) 3029-0095
ES/VITORIA – Adventure Motorsport – Fone: (27) 3029-3939

26- O MODELO QUE QUERO NÃO VENDE AQUI AINDA. POSSO IMPORTAR?
Eu já fiz essa pesquisa para importar Virago 250 alguns anos atrás. Uma pessoa física precisa acionar um monte de gente no processo (importadora, container, porto, despachantes), fora as centenas de taxas e prazos. A moto acaba saindo muito mais caro. O orçamento de 10 Viragos 250, que lá nos EUA eram 3500 dólares, chegava aqui por 19000 reais, e isso uns 8 anos atrás.

27- O MODELO QUE QUERO NÃO VENDE AQUI AINDA, MAS TEM EM UM PAÍS VIZINHO. POSSO IR LÁ COMPRAR E VOLTAR RODANDO PRO BRASIL?
Pesquisei esse assunto para comprar a Himalayan em Bogotá e voltar rodando pra Brasília. A nossa legislação permite a entrada TEMPORÁRIA de veículos APENAS para estrangeiros e brasileiros residentes no exterior, EM VIAGEM. O viajante deve renovar a autorização a cada 90 dias, e a cada 180 dias o veículo tem que sair do país para pegar nova autorização para entrar de novo. Ou seja, se você MORA no Brasil, esquece fazer isso legalmente. Se você quer fazer ILEGALMENTE, é problema seu. “Ah Bressan, mas conheço um cara que mora em Foz do Iguaçu, etc, etc”. Fala com ele então! As cidades fronteiriças tem regras de exceção, e o veículo não pode sair da cidade. Lembra das motos que a OCC fez para o Brasil, aquela que homenageava Brasília? O cara que encomendou as motos fez a entrada temporária dos veículos para participarem de um evento em 2007. Depois não renovou as autorizações, as motos ficaram ilegais, a Receita Federal acionou a Polícia Federal, apreenderam as motos e elas foram leiloadas em 2012. Ou importa legalmente pagando caríssimo, ou espera o modelo chegar oficialmente na concessionária. Não faz rolo não que vai dar merda.

28- QUAL A PRESSÃO DOS PNEUS?
O manual da Classic (e provavelmente da Bullet e GT) recomenda 18/22 mas muita gente não se sentiu bem com essa calibragem. Nas revisões na concessionária, elas saem com 26/32. É um sinal de que o manual está errado por algum motivo. Mas veja, calibragem recomendada no manual é apenas uma referência! Calibrar pneu varia com a temperatura, altitude, tipo de pavimento e até com o pneu utilizado. Eu uso pneus mistos on/off road na minha Classic, e calibro conforme o piso que vou passar, com pressão que me sinta confortável/seguro para o trecho. Experimente você também, sem neuras de precisão alemã sobre os valores a serem utilizados.

29- E ACESSÓRIOS, TEM? ONDE ENCONTRAR?
Vamos fazer uma lista de lojas, fabricantes, etc. No Brasil não tinha nada, mas agora depois de 18 meses já começa a aparecer opções. No exterior tem MUITA coisa, especialmente em sites da Índia, obviamente. As Royal são ótimas para customização, tudo parece que combina (exceto bauletos de plástico! kkk). E você também pode criar algo conforme sua necessidade. Valorize o artista local! Procure, encomende, compre acessórios feitos no Brasil.

No Brasil:

AREA FABRICANTE ITENS
ALFORGES Rústico Viajante alforges, malas, em lona e couro
ALFORGES Charruas Vintage Bags alforges, malas, em lona e couro
ALFORGES MCA Alforjes alforges, malas, em lona e couro
ESCAPES Customer Motos Escapamentos e ponteiras
PROTETORES Protetor de cárter Protetor de cárter feito pelo Fernando Cominato para sua Classic 500. Está sendo vendido pelo serralheiro que fabricou.

No Exterior:
Classic Motor Works – loja de motos, peças e acessórios no Texas, USA
Harris Performance – a preparadora oficial da Royal Enfield na Inglaterra

30- É VERDADE QUE A HIMALAYAN QUEBRA, ENFERRUJA, TEM MIL DEFEITOS?
A Himalayan (que é uma moto projetada na Inglaterra e fabricada na Índia) foi lançada em 2016 na Índia, carburada, e essa primeira versão teve um % de problemas de qualidade de materiais. A Royal Enfield revisou tudo em abril de 2017, identificou e corrigiu todas as falhas. A versão atual está sendo muito bem recebida em todos os países para onde é exportada (com injeção eletrônica, ABS, Euro4), sem qualquer sinal daqueles problemas antigos de 2016. Deve chegar aqui no Brasil agora em setembro/2018.

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É isso. Sugestões e novas dúvidas, vou adicionando e pesquisando as respostas.
E desculpem se o texto é “bruto”, mas sou direto ao ponto, não fico enrolando nem amaciando. Ninguém tem tempo a perder.

Abaixo algumas fotos da minha “Marciana” em sua viagem pela Amazônia:

Na partida, com os galões de jipe transformados em malas laterais e cheios de tralhas.
Partida

Atravessando a BR-010 no Tocantins, região da Terra Indígena Xerente

Já na Transamazônica, após Marabá entrando na Terra Indígena Parakanã

Placa de boas vindas a Novo Repartimento. Tinha rastro de onça na beira da estrada.

Placa no trevo de entrada em Novo Repartimento, Pará.

Medicilândia, onde começa o trecho de 1600Km de terra até o final da BR-230 – Transamazônica

Instalando o pneu dianteiro misto em Placas, Pará. Choveu forte no meio da noite, me preparei pra algum eventual barrinho.

Placa no trevo de Rurópolis, já com o pneu misto na dianteira.

Ponto de apoio 180Km após Itaituba, indo para Jacareacanga. Um dos trechos mais difíceis.

Trevo na entrada de Jacareacanga, Pará.

Placa na divisa do Pará com Amazonas

Entrando na Terra Indígena Tenharim, após longa noite de chuva.

Placa no trevo de Humaitá/AM

BR-070 trecho de terra, já pertinho de Brasília.

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19 Responses »

  1. Olá! vi seu artigo, muito bom, explica muito sobre o assunto, mas, queria te pedir uma informação, caso tenha condições de me dar …
    Eu gosto muito de motos antigas, eu tenho uma royal de 1949 (funcionando) e preciso de peças pra ela, o kit de embreagem e um distribuidor, não acho em lugar algum e na internet também não encontrei.
    saberia me indicar um lugar onde eu possa procurar peças antigas dela?

    • Para motos dessa época, o melhor lugar é Inglaterra. Essas peças devem estar “fora da internet” então uma dica é contatar de alguma forma os vendedores de peças no Ebay da UK, ou as empresas que trabalham com peças e acessórios da marca, para iniciar um fluxo de informação. No Brasil, falar com colecionadores como o de Sumaré/SP, por exemplo. Se usas facebook, na Fanpage Royal Enfield, contate o Zé Maurício que ele é amigo do colecionador de Sumaré.

  2. Ola Bressan, muito bom sua postagem…. boas informaçoes…

    eu tb comprei uma (classic 500) recentemente e estou adorando, é uma moto muito boa e honesta, cumpre muito bem tudo que promete….so estou sentindo falta de peças para customizar um pouco…. tenho encontrado somente pelo E-Bay, mas ok… caso tenha algumas dicas ficaria feliz em receber…

    • Aqui no BR realmente não tem nada ainda pra ela. O que estou encontrando é mais coisa leve, alforges, bancos, ferramenteiras de couro. Estou incluindo na FAQ em uma nova seção sobre acessórios. Eu gostaria de ver mais peças feitas no Brasil mesmo.

  3. Eu estou pensando em abrir mão da garantia. Estou duro e as revisões são uma facada no peito. Acho que vou comprar o kit e mandar fazer no meu mecânico, mesmo eu sendo de São Paulo.

  4. Bressan, como vai? Teria como informar qual a descrição do modelo que está contido no documento da moto? Digo isso pois comprei uma Classic 500 e no documento informa “Bullet C” alguma coisa assim. O Despachante informou que não insere nada pois os dados já estão cadastrados no sistema nacional. Achei estranho a descrição eis que a Bullet e a Classic embora derivadas são modelos diversos.
    Desculpe-me se não fui claro. Atte, Luiz.

    • Conferi no doc da Classic, e consta Royal Enfield Classic . Só lembro que foi em 2013 e sou do DF. Pode ocorrer alterações com o passar dos anos e também cadastros diferentes nos Detrans de cada estado?

  5. Bressan, muito obrigado pela resposta. Perguntei pois algumas informações dizem 2,75 litros. Na revisão então colocarei os 2,8. Estou gostando muito da moto e você foi um grande incentivador. Agradeço.

  6. Boa tarde Bressan! Quantos litros de óleo é colocado na primeira e posteriores trocas para a Classic 500? Na concessionária informaram 2,4 litros. É isso mesmo?

    • Luiz, falei com meu mecânico, botamos 2,8 litros nas trocas da Classic 500 depois de escorrer TODO o óleo e tirar o filtro de óleo. A primeira troca não sei te dizer, foi em 2012!

    • Depende do roteiro, Celso. Para viagens normais (asfalto, sem aventuras), levar nada. Se a km for alta, levar filtro de oleo. Se tiver muita terra, levar filtro de ar. Talvez tambem cabo de acelerador, velocimetro. Levei pra viagem da transamazonica, usei só filtro de oleo e ar.

  7. muito bem explicativo este post, estou muito interessado em adquirir uma Royal, mas como bom mineiro tenho muito receio ainda, mas vou continuar a pesquisar antes de comprar outra moto.

    • também pretendo pegar uma e estou pesquizando também, quais seriam seu receio ? Pergunto isso para me auxiliar nas pesquisas e decisão

      • Tenho duas RE! Minha Classic 500 já está com 50mil km, e a Continental GT só me dá alegria. Qualquer dúvida estou às ordens. Não sou funcionário, muito menos sou pago pela fábrica pra falar da moto. Apenas estou compartilhando minha experiência com ela.

  8. Boa matéria Irmão! Bom Demais… O que mais me chamou atenção foi os valores (R $) das peças que vc substituiu, justo para uma 500 cc…

  9. Excelente! É isso, é moto sem fru fru!
    Se vc só andou em japonesas, nunca andou numa MOTOCICLETA de verdade!!!! Experimente a Royal, e aí poderá dizer ” já andei numa Motocicleta com M maiúsculo”!!!!

  10. Legal. Bem elucidativo. Com isso, quem quiser deixar de comprar uma Twister 250 e andar em uma Royal 500, sabe que irá gastar bem menos e ter mais confiabilidade por quase a mesma coisa.

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