Royal Enfield FAQ

Royal Enfield FAQ

FAQ significa “Frequently Asked Questions”, ou seja “Perguntas mais frequentes”. Vou reunir aqui algumas que sempre escuto, com o tempo vamos adicionando mais. Assim fica bom pra todo mundo, tirando as dúvidas de forma organizada.

– COMO É ANDAR NUMA?
Quem não leu, tem o review também que fiz depois de testar os novos modelos 2017. Ali explica como é andar com elas. https://www.elbando.com.br/2017/04/28/testando-as-novas-royal-enfield/

Guilherme Moto Relax Entrevista com proprietários:
Sr. Adail – https://www.youtube.com/watch?v=8IT9FHMqt2E
Bruno – https://www.youtube.com/watch?v=t-QjACdd0aU
Bressan – https://www.youtube.com/watch?v=AKk6aUyp3Vg
Sr. Reinaldo – https://www.youtube.com/watch?v=k2r512vmZ2I

Outros Reviews – Videos:
Motorama – Classic 500 do Bressan
Motorama – Lançamento das Royal Enfield em Abril/2017
Arnaldo Keller – Testando e rodando com uma Royal Enfield

Outros Reviews – Texto:
Tite Simões – http://motite.blogs.sapo.pt/classica-zero-km-royal-enfield-bullet-140258

Grupos de usuários:
Facebook: Royal Enfield Brasil
Whatszapp: Contatar Bruno BCCL ou Guilherme Moto Relax no facebook primeiro.

– QUE MOTO É ESSA? É CHINESA?
A Royal Enfield é uma pioneira do motociclismo mundial. Fundada em 1901 NA INGLATERRA e em atividade até hoje. Foi líder até os anos 60, venceu competições importantes e concorria com Triumph, Norton, BSA que se uniram em um grupo rival. Todas elas morreram nos anos 70 com o sucesso fabuloso da Honda CB750. A Royal Enfield fechou a fábrica na Inglaterra mas tinha uma fábrica na Índia, que foi vendida aos indianos e nunca parou de produzir. Na Índia, a Royal Enfield é a líder no segmento de média cilindrada, e a terceira maior fábrica da Índia. Produz 650mil motos por ano, uma operação maior que a da Harley-Davidson que está na faixa de 550mil motos por ano. Desde 2009 a Royal Enfield está em expansão mundial, abrindo revendas nos 5 continentes. Hoje na América do Sul já tem 20 lojas espalhadas por todas as capitais principais, e no Brasil inaugurou a loja em São Paulo em Abril 2017.

– QUE OUTROS MODELOS TEM?
No Brasil tem os modelos clássicos Bullet 500cc, Classic 500cc e a cafe racer Continental GT de 535cc. No exterior tem modelos clássicos de 350cc e a trail Himalayan de 410cc. Vi que existe um modelo chamado RUMBLER que é uma Classic 500 com tanque de 20 litros. E tem rumores que estão desenvolvendo uma 650cc bicilíndrica também no estilo clássico.

– VAI TER OUTRAS REVENDAS NO BRASIL?
Espero que sim, mas isso só quem sabe é a própria Royal Enfield! Pelo que já li, a estratégia da empresa é crescer no mundo todo. E se tem 9 revendas na Colômbia, porque não teria muitas mais no Brasil? A motoca é 10, falta o brasileiro conhecer melhor.

– SERÁ QUE É VISADA? QUANTO É O SEGURO?
Como que uma moto que não serve pra fugir nem pra ostentar vai ser visada por ladrões? A outra causa de roubo é encomenda, o mercado de peças roubadas. E aí vai da SUA atitude de não ficar encomendando peça nas “robauto” da vida. O valor do seguro depende de um monte de coisas. No meu perfil deu na faixa de 1000 reais. Meu seguro faço com a corretor ALL RIDERS, que é pioneira no ramo. Entre no site e faça sua cotação.

– POR QUE O MOTOR É FRACO ASSIM?
É um monocilindro de projeto antigo, robusto, pesado, feito pra durar, não pra fazer racha com CB300 nos semáforos. A potência de 27cv pode ser baixa para os dias de hoje, mas vai ver a força que essa moto tem! E o prazer de pilotar que ela proporciona! Não é defeito, é característica! 😉

– QUAL O CONSUMO DE GASOLINA?
30 a 35 Km/l na cidade, e 23 a 30Km/l na estrada. Tudo depende do acelerador! É uma moto de muita força em baixo giro, por isso na cidade a Royal Enfield é mais econômica. Na estrada, o giro é mais alto, e assim o consumo fica maior.

– QUAL A VELOCIDADE MÁXIMA?
A MINHA Classic 500 chegou a 147Km/h no plano, pelo GPS. Não recomendo! Quer correr, compre outra moto. A Bullet tem o mesmo motor então a máxima deve ser similar. A Continental GT é um pouquinho mais rápida. Na prática, a velocidade de cruzeiro sozinho é de 100 a 110 com folga para ultrapassagens.

– MAS ELA VIAJA? AGUENTA?
COM CERTEZA! Viajei com minha Classic 500 desde o primeiro dia, saiu da loja em Sampa e foi pra estrada, pra Brasília. Fui com calma, amaciei direito, e depois fui aumentando os passeios. Fui pra BH, Sampa de novo, Bahia, e em 2015 fiz o Tocantins e a Transamazônica sozinho com ela. Um trajeto de 7200Km que teve 2000Km de terra. Viajei normalmente, por asfalto, terra, rodei o dia todo, vários dias seguidos. A moto resistiu muito bem sem qualquer problema. Viajo a 110Km/h mesmo em outras motos mais potentes que tive, é o meu jeito. Se precisar, ela tem folga pra ultrapassar a 120, 130. Em ladeiras suaves você nem sente, e em ladeiras mais íngremes tem que baixar a marcha pra obter mais força. Igual a qualquer moto.

Viagem inaugural de SP a Brasilia (melhor ver no PC): https://www.youtube.com/watch?v=9PsynAXLHSI
Viagem à Bahia (melhor ver no PC): https://www.youtube.com/watch?v=gjRLNygeTcM
Fotos da viagem à Amazonia: fb.com/transamazonica2015

– MAS ELA VIBRA MUITO?
Sim, ela vibra! Do mesmo jeito que vibra qualquer moto de um cilindro grande, como a Honda Falcon 400, Suzuki Savage 650, Suzuki DR650 e Suzuki DR800. E praticamente só vibra acima de 110Km/h, mas não é o fim do mundo e com a prática você acostuma.

– DÁ MUITA MANUTENÇÃO?
A minha Classic 500 agora em junho/2017 está com 46000Km rodados, e do tanto que eu bati nela, surrei, demoli nas estradas de chão, só precisei de corrente (quebrei duas por minha conta, de propósito) e do rolamento do guidão. Defeito causado por outros, teve a questão da gasolina adulterada com solvente em Pirapora e João Pinheiro MG – Rede Petrominas, fuja! Fez mal ao bico injetor e tive que trocar. Fora isso, a moto não deu problema, e como é um projeto simples, qualquer mecânico decente pode fazer as regulagens. Melhor ainda é você se animar a aprender e mexer você mesmo, pois é tudo muito simples.

– O QUE FAZ NA REVISÃO?
Não sei o que as concessionárias fazem, pois há anos não levo moto minha em concessionária. Eu troco óleo e filtro de óleo a cada 3000Km, e a cada 12000Km desmonto a moto toda, inspeciono tudo, engraxo e lubrifico. Troco óleo das bengalas. Regulo as válvulas. Verifico os rolamentos. Troco tudo que tiver que trocar. E cito de novo, em 46000Km só precisei do rolamento do guidão até hoje, pelo uso extremo em estradas de chão. Esse tipo de revisão eu faço em qualquer moto que tenho, é o meu sistema. Eu viajo muito e pra longe, preciso da moto pronta sempre pra tudo. Leva vários dias pra ser feita, não é aquela enganação de concessionária onde a moto entra de manhã e sai de tarde lavada porcamente.

– MAS E A GARANTIA?
Faz anos que não dou mais bola pra garantia de QUALQUER fábrica. Isso não existe no Brasil, amigo! TODOS os meus amigos que precisaram de algo SÉRIO da garantia da Honda, Yamaha, Suzuki, BMW, Harley, etc, tiveram que ir pra justiça. Usar a garantia pra um arranhadinho, trocar pisca, lampadinha, é moleza, fácil. Vai tentar exigir a garantia para algum defeito realmente sério em motor, elétrica, injeção, suspensão pra ver se não vai parar na justiça. “Garantia” no sistema brasileiro de atendimento ao cliente é apenas uma amarração que fazem para morder seu dinheiro durante anos. Quantas vezes você já ouviu relato de amigo que fez revisão na concessionária e depois descobriu que o serviço não foi feito? Então vou respeitar garantia pra que? Quem garante minhas motos sou eu e o meu mecânico de confiança.

– ENCONTRA PEÇA FACILMENTE NO BRASIL?
As poucas peças que precisei eu peguei em SP com o importador antigo, e chegou em casa no tempo do Correio (PAC, uma semana). Com a nova operação sendo apoiada pela própria fábrica, não tem porque ter receio de faltar peças. Além disso, tem peça no mundo todo pra ela, pois está há muitos anos no mercado. Eu entendo a preocupação de todos com uma marca “nova e desconhecida”, se fosse uma demonha chinesa eu também estaria preocupado. Mas a Royal Enfield é uma empresa consolidada no mundo, apenas desconhecida no Brasil. Pra mim, a moto é robusta, confiável, e pra quem vai rodar sem os meus exageros a motoca vai durar pra sempre. Acho que só vai precisar de peça mesmo quem se envolver em algum acidente com a moto, e aí sim corre o risco de algumas peças específicas do projeto da moto não terem em estoque imediato. Mesma coisa que ocorre com as outras fábricas, pois ninguém mantém estoque (dinheiro parado) de peças que são raramente usadas.

– AS PEÇAS SÃO CARAS?
Não sei os preços atuais, mas em 2015 antes de ir pra Amazônia, comprei um monte de coisas sobressalentes. O filtro de óleo era 8 reais, o filtro de ar foi 25 reais. Cabo de acelerador foi 28 reais. O bico injetor foi mais caro, na faixa de 800 reais. O kit relação original, completo (pinhão, corrente, coroa) foi 200 reais.

– QUAIS PEÇAS SÃO COMPATÍVEIS COM OUTRAS MOTOS?
Qualquer moto tem peças específicas (motor e quadro, por exemplo) e o resto vem de fornecedores do mercado (freios, filtros de ar e óleo, molas, amortecedores, piscas, espelhos, faróis, lâmpadas, etc). A única troca que fiz até agora foi guardar os piscas originais e colocar os da Intruder 125, que acha em qualquer esquina baratinho. E coloquei uma corrente de motocross, na largura certa e só ajustei o tamanho.

– QUAL GASOLINA USAR NESSA MOTO?
Qualquer uma! A que tiver no posto! A que você prefere! Eu dou preferência para as superaditivadas (Shell Vpower, Petrobras Grid, Ipiranga DT Clean), depois as aditivadas normais ou a comum. O motivo disso está neste estudo que fiz com 450 tanques por 100.000Km: Gasolina – Teste Prático .

– POR QUE O FREIO TRASEIRO AINDA É A TAMBOR?
A GT tem freio a disco traseiro. A Bullet e Classic que tem freio a tambor traseiro. Já tem versões com freio a disco traseiro em outros países, e isso deve vir para o Brasil também futuramente. Embora “arcaico”, os freios seguram muito bem a moto.

– SOBRE O ABS, COMO É? E TEM COMO DESLIGAR?
O ABS é oferecido nas Classic e Continental GT. Tem sensor nas duas rodas, e não desliga. Talvez no futuro mude, mas a proposta dessas motos não é “todo-terreno” nem “off-road”. As Bullet estão vindo sem ABS ainda, mas futuramente devem vir também com ABS, para atender a legislação brasileira.

– TEM CONSORCIO? FINANCIA? QUE CORES TEM? QUANTO CUSTA CAMISETA, LUVA, JAQUETA, ETC?
Só pra lembrar, não sou funcionário da Royal Enfield! Duvidas comerciais, liguem na loja!
Site da Royal Enfield Brasil: Royalenfield.com/br/
Facebook da Loja de São Paulo: fb.com/royalenfieldsp
Endereço da Loja: Av. República do Líbano, 2070 – Ibirapuera – São Paulo
Contato: (11) 5051-7700

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É isso. Sugestões e novas dúvidas, vou adicionando e pesquisando as respostas.
E desculpem se o texto é “bruto”, mas sou direto ao ponto, não fico enrolando nem amaciando. Ninguém tem tempo a perder.

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3 Responses »

  1. Legal. Bem elucidativo. Com isso, quem quiser deixar de comprar uma Twister 250 e andar em uma Royal 500, sabe que irá gastar bem menos e ter mais confiabilidade por quase a mesma coisa.

  2. Excelente! É isso, é moto sem fru fru!
    Se vc só andou em japonesas, nunca andou numa MOTOCICLETA de verdade!!!! Experimente a Royal, e aí poderá dizer ” já andei numa Motocicleta com M maiúsculo”!!!!

  3. Boa matéria Irmão! Bom Demais… O que mais me chamou atenção foi os valores (R $) das peças que vc substituiu, justo para uma 500 cc…

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