Amazonia 2017 – Vigesimo Oitavo Dia

Amazonia 2017 – Vigesimo Oitavo Dia

Dia 28 : Cacoal/RO a Campo Novo do Parecis/MT
“Nunca mais eu bebo!” foi a frase do café da manhã! Café forte e bastante água. Passamos em uma oficina na beira da BR para mais um ajuste na corrente da XT, prosseguimos. Dia ótimo, sol quente e sem nuvens. A BR-364 é praticamente um retão, e o asfalto está muito bom. Passamos Vilhena, abastecemos, e no posto ainda havia o adesivo da aventura de 2015! Na divisa de Rondônia com Mato Grosso, mais um marco estradeiro para fotos na placa. A piada nossa era voltar pra terra, pegar um atalho. Mas o compromisso com o trabalho não permitia mais, o lance agora era rodar firme todo dia o dia todo até chegar em casa. Dentro do MT, a 364 corta áreas indígenas como a Nambikwara, tudo tranquilo pode passar sossegado. Chegando em Comodoro, tem a opção de ir pela 174 para Cáceres, mas este caminho já conhecemos. Continuamos na BR-364 agora rumo leste para Sapezal. A paisagem é de campos agrícolas, e milhares de rolos gigantescos de algodão espalhados pelo campo sinalizam que em breve haverá muitas centenas de caminhões transportando tudo isso pelas estradas. Em Sapezal abastecemos novamente, e pegamos dicas sobre o atalho pela área indígena Utiariti pois a BR contorna a reserva aumentando 200Km o percurso. Amigos que passam por aqui informam sobre a falta de postos de gasolina e monotonia da estrada. Pelo atalho, tem um balneário no Rio Papagaio onde se pode acampar e comer um ótimo peixe, e um pedágio indígena. 10 reais para a moto, com recibo e tudo! A pista é boa, asfaltada, com poucos trechos ruins nessa época que passamos. No meio da reserva, uma bifurcação. Asfalto pra um lado e terra pro outro. Apontei pra terra, e o parceiro acelerou e sumiu… pelo asfalto! kkkk Uma das várias brincadeiras que fomos aprontando um com o outro pelo retorno todo, pra descontrair. Na chegada à cidade de Campo Novo, um pouco antes do anoitecer, a corrente da XT cai. Muita “sorte” que já estávamos fora da reserva, praticamente dentro da cidade. Ou proteção divina! Deus protege os loucos, não é o que dizem? Recolocamos a corrente, mas precisamos pedir emprestado uma chave de boca para um caminhoneiro. A oficina de Cacoal apertou demais o eixo, e nossas chaves curtas não estavam dando a força necessária. Esticamos a corrente e fomos para um hotel na cidade, o Tomazelli. O nome já lembra guidão de moto de corrida, e pra mim foi um bom sinal! Tivemos a grata surpresa de ser um hotel de pioneiros do início da cidade, uns 30 anos atrás, e ouvimos boas histórias sobre essa época.

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