Viagem Brasilia – Floripa 2006 – II

Viagem Brasilia – Floripa 2006 – II

Itapirubá fica na divisa entre os municípios de Imbituba e Laguna, e a praia norte é um ponto de visitação de baleias francas no inverno. Há um observatório com material educativo sobre a preservação da baleia. Agora que a Natália já está grandinha, levei-a novamente ao observatório para aprender sobre este importante ponto da história de Santa Catarina. A caça às baleias foi item de subsistência da população pesqueira de Imbituba, e as baleias francas quase foram extintas. Felizmente a atividade foi banida há 30 anos e hoje com a população de animais crescendo, elas estão retornando às praias da região, sendo alvo de uma caça mais saudável, a caça fotográfica!

Em Imbituba, a última estação baleeira do litoral brasileiro foi transformada em museu e está aberta à visitação pública. O material em exposição é muito interessante e é um aprendizado fantástico sobre os mais diversos aspectos da caça à baleia. Por exemplo, antes da eletricidade e do petróleo, os postes das ruas queimavam óleo de baleia para iluminar as cidades. Óleo de baleia era misturado à argamassa para construção de paredes. Não é a toa que quase se extinguiram esses bichos… a economia que hoje é do “óleo de pedra”, antes era do “óleo de baleia”.
Fica-se sabendo ainda que navios baleeiros de outros países vinham caçar por aqui, e que com navios superiores tecnologicamente a caça predatória foi ainda mais acirrada, prejudicando ainda os pescadores locais de obterem suas presas com navios obsoletos. Até parece hoje: a marinha ainda não controla o nosso mar, e utilizamos veículos atrasados em relação ao exterior.
Por volta do dia 2 de janeiro, vendo o tempo melhorar, convidei meus pais para viajarmos de moto até a Serra do Rio do Rastro e almoçarmos “lá em cima”. Minha mãe querendo fugir da raia reclamava que o banco da virago era desconfortável, então instalamos uma “cobertura” que meu pai conseguiu numa oficina. Pode até ter ficado feio, mas que ficou confortável, ah isso ficou! A hora que ela experimentou o banco novo, falou “pode ir até ushuaia desse jeito!”. eheheh
E assim zarpamos de Itapirubá no dia 3, rumo a Tubarão, Gravatal até Orleans, onde passamos rapidamente pelo Museu da Imigração Italiana. Estava fechado então só tiramos fotos do lado de fora. Já visitei este museu anteriormente e ali mostra como era a vida das colônias no final do século XIX. Vale a visita com tempo para curtir o dia todo.
Continuamos a viagem para Lauro Muller (berço da extração carbonífera no sul de SC, mas essa é outra história) e iniciamos a subida da famosa “Serra do Doze”. Já subi e desci essa serra várias vezes antes, mas seria a primeira vez de moto! Doze porque ela sobe 1000 metros de altitude em 12km apenas, contornando a encosta da montanha. Possui curvas fechadíssimas em alguns pontos, onde caminhões e onibus precisam manobrar pra passar. Diz a piada que as curvas são tão fechadas que você vê a placa de trás do seu próprio carro!

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moedor
moedor/extrator de óleo
Zé Bonifácio era contra!
Zé Bonifácio já era contra!
escopeta de arpão
escopeta de arpão
canhão arpoador
canhão arpoador
baleeiro
baleeiro
arpões
arpões
adaptação bancária!
Adaptação bancária!
Segura Popozuda!
Segura Popozuda
museu imigração italiana
Museu Imigração Italiana
roda d'agua
Roda d’agua
casal unido...
casal unido…
...viaja unido!
…viaja unido!

“Não explico porque ando de moto! Para quem gosta, não é necessário,

e para quem não gosta, nenhuma explicação é possível”

Autor desconhecido


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