10 anos de motoca!

10 anos de motoca!
10 anos de motoca!

Agora em 2014 comemoro 10 anos de carteira de moto!

Morando em Brasília, comprei uma Virago 250 em Belo Horizonte, em fevereiro de 2004. A viagem de carro para buscar essa moto já foi uma aventura, com ajuda de dois amigos, um revezando na direção e outro pilotando a moto de BH até Brasília. Claro que teve pneu furado (do carro), vela frouxa (da moto), e pilotagem madrugada adentro!

A habilitação mesmo recebi só em maio. Pilotei um ou dois meses sem carteira, enquanto estava cumprindo a burrocracia das moto-aulas. Fui reprovado duas vezes na pista, por excesso de confiança, antes de passar naquela prova ridícula.

Em agosto troquei a Viraguinho por uma Virago 535 e em seguida fiz minha primeira viagem, um bate-volta de Brasília até Belo Horizonte. 1500Km em um final de semana, na companhia de um grande amigo numa CBR600F. Foi uma viagem de aprendizado expresso, de tanta cagada que fizemos.

E assim, aproveitando ao máximo para rodar todos os dias, finais de semana, feriadões, férias, sem medo de falta de companhia, clima, horário ou roteiro, tive a oportunidade de conhecer um pouco mais do nosso país (e um pouquinho do exterior), e encontrar pessoas fantásticas neste caminho. Pessoas com paciência para compartilhar algumas dicas e ensinamentos com este perguntador curioso de tudo. Pessoas com a mesma paixão por motociclismo e aventuras, por rodar sem destino ou motivo, por descobrir novos lugares, histórias e amizades.

Mas não pensem que foi fácil, que sempre tudo deu certo, ou que caiu do céu! Tive várias quedas, por falha minha, e felizmente apenas dois ossos quebrados. Fiquei distante da família muitas vezes, e isso também dói. E claro, tive que trabalhar mais, pra poder sobrar algum troco pra gasolina!

Estes “10 anos de moto” não seriam possíveis sem duas coisas: Proteção divina, tão necessária nas nossas estradas cheias de situações perigosas. Até de colchão voando na estrada já escapei, sem contar os inúmeros carros e caminhões na contra-mão em curvas ou topo de colinas. E o apoio/orientação de meus pais, desde adolescente quando já roubava a moto do velho, sem idade, sem carteira, sem noção… seus ensinamentos é que formaram o pai/trabalhador/motociclista que hoje sou.

A Deus e a meus pais, agradeço por tudo!

 

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