Dicas para a BR-364

Dicas para a BR-364
Dicas para a BR-364

DICAS PARA A BR-364

Ligando o extremo oeste do AC até o interior de SP, até hoje é a única rodovia amazônica totalmente asfaltada, o que faz dela o principal eixo de transporte da região Norte.

História: https://pt.wikipedia.org/wiki/BR-364
Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=tfSAD3lnWso

Extremamente movimentada de caminhões, quase nada duplicada, acaba se tornando perigosa. Apesar de não ser mais chamada de TRANS-AMARGURA entre Cuiabá e Porto Velho, passar por ela exige atenção.

No ACRE, apesar do DNIT informar 100% asfaltada, o trecho do meio entre Feijó e Cruzeiro do Sul pode estar com asfalto deteriorado e quase zero de pavimento. Da Capital Rio Branco até a divisa com Rondônia, asfalto com buracos. Em Rondônia a estrada foi restaurada, está toda asfaltada em bom estado de conservação. Atenção ao volume de tráfego, caminhões, pois é a única rodovia do estado, passa tudo e mais um pouco por ela.

No Mato Grosso, a estrada se separa da BR-174 em Comodoro, seguindo para o leste para Sapezal. Aqui há um ponto crítico. A estrada hoje CONTORNA a Terra Indígena Utiariti, mas existe um “atalho”, que é o traçado antigo antes da oficialização da reserva. Os índios cobram um pedágio pelo uso do trecho, que é caro (pagamos 50 reais por moto, para carros e caminhões passa de 100 reais – 2017) e é comum nas redes sociais os vídeos de motoristas revoltados com essa cobrança. Não me cabe aqui criticar as partes envolvidas, cada uma com suas razões, mas é urgente existir um acordo que permita a passagem livre pela estrada, coisa que já ocorre em várias outras terras indígenas pelo próprio estado do Mato Grosso. O outro lado do atalho está Campo Novo do Parecis, e a BR-364 segue o rumo para Diamantino, Cuiabá, Rondonópolis e Alto Araguaia até a divisa com Goiás. Este trecho entre Rondonópolis e a divisa GO é supercongestionado de caminhões, pista simples, lento e perigoso. Se possível evite.


VERDE – ASFALTO / VERMELHO – ATALHO COM PEDÁGIO / MARROM – TERRA

A estrada percorre o sul de Goiás e oeste de Minas Gerais sempre em pista simples, também com bom movimento. Em São Paulo o percurso se torna estadual fazendo parte a Rodovia Brigadeiro Faria Lima (SP-326) e a Rodovia Washington Luís (SP-310). A estrada termina/inicia em Limeira.

Nossas andanças por esta estrada vem desde 2015, com o retorno da Transamazônica pelo trecho Porto Velho a Comodoro, e em 2017 repetindo Porto Velho a Comodoro e fazendo de Comodoro a Cuiabá, passando pelo pedágio dos índios Utiariti.

Mototurismo na BR-364

É comum a galera usar a BR-364 apenas como ligação com o Peru na ida ou retorno a Macchu Picchu, por exemplo. Ou na rota bem menos comum de visitar o extremo oeste do Brasil, em Mâncio Lima. E assim, a fama de “não tem nada pra ver ali” se espalha. Na verdade a BR-364 atravessa regiões lindíssimas e dá acesso a locais praticamente conhecidos apenas pelos moradores locais.

Entre os pontos interessantes para o mototurismo, destacamos:

Serra do Divisor, sobrevoo e cachoeiras

Boca do Acre, uma cidade no Amazonas acessível por estrada a partir de Rio Branco. Tem 80Km de terra ainda, é a rota da BR-317 que chegaria em Lábrea se não fosse paralisada.

Rio Branco, capital do Acre e rica história

– Acesso para Guajará-Mirim, e todo o contexto da estrada de ferro Madeira-Mamoré

– Acesso para o Forte Principe da Beira, em Costa Marques na fronteira com a Bolívia. Um dos maiores fortalezas portuguesas construídas no Brasil para defesa da nação.

– Vilhena e a BR-174 de terra até Juína/MT, uma grande aventura por 200Km no meio da selva e terras indígenas.

Balneário do Rio Papagaio, em Sapezal/MT

– Acesso à região de cachoeiras a partir de Diamantino/MT e Nobres/MT

– Acesso à Chapada dos Guimarães, a partir de Cuiabá

– Acesso à Chapada das Emas, em Mineiros/GO, região na nascente do Rio Araguaia e dos cupinzeiros fosforescentes

– Fósseis, inscrições rupestres e cachoeiras em Serranópolis/GO.

Condições da Rodovia (DNIT):
Verificar em cada estado por onde você vai passar – http://servicos.dnit.gov.br/condicoes/

Lembre de ver no mapa do site MOTOENCONTROS os pontos que já marcamos lá, como postos de gasolina, hospedagens, restaurantes, e outros locais interessantes. Pra quem gosta, tem as coordenadas para você passar para seu GPS.

Travessia de 2015 – Porto Velho a Comodoro:

Passando por Presidente Medici/RO

Encontrando o amigo Fernando em Cacoal/RO

Chegando perto do MT

Divisa RO com MT

Travessia de 2017 – Porto Velho – Comodoro – Diamantino – Cuiabá:

Divisa RO com MT

Atravessando a Terra Indígena Nambikwara, no MT

Rumo a Diamantino/MT

Trevão da BR-364 x BR-070

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