Rio-Goiania-Brasília

Rio-Goiania-Brasília

24/09/2011

Amigos, passei que nem um raio por Brasília/Goiânia e já estou no Rio de novo. Fui de moto, pra deixá-la na revisão, e voltei de avião.

Como alguns amigos sabem, depois do tombinho de maio (escorregada a 40km/h numa curva fechadona em Duas Barras/RJ) fiquei travado nas curvas. Vinha nas retas a 110, 120 e quando chegava numa curvinha suave baixava pra 80 e contornava sem inclinar a moto. Medo da moto escorregar (como no tombo), medo do peso da moto, medo de frear, medo de inclinar a moto… ficava tenso, pescoço duro… tava feio o negócio mesmo… Perigosíssimo estar desse jeito numa BR com carros e caminhões querendo passar por cima da gente.

De certa forma foi uma viagem importante pra mim em vários sentidos. Por isso estou compartilhando essa história toda com os amigos, pois às vezes receamos em enxergar o problema, ou até vemos mas temos orgulho demais e não agimos, e aí não tem como resolver!

Eu já tinha algum conhecimento de contra-esterço, contorno de curvas e frenagem, mas nada disso funciona quando a cabeça trabalha contra!

Semana passada fiz um curso no autódromo de Piracicaba, onde o grande lance foi reaprender a teoria com um mestre no assunto e poder rodar numa pista perfeita contando com apoio médico, onde fui destravando minha cabeça a cada volta. Não estou falando de velocidade não… não passei de 100Km/h no autódromo… minha encrenca toda era fazer as curvas!

Com a prática na pista, aliado à teoria (SEMPRE tem algo pra aprender), “recuperei meu mojo” (como diziam na comédia Austin Powers eheheh). O curso valeu muito a pena, pra mim. E é aberto para qualquer tipo de moto, não só esportivas (por isso o fiz). Tinha outras custom e big-trail lá também, praticamente metade dos alunos.

Os “números” da viagem podem até impressionar quem não está acostumado (Rio-Goiânia 1350Km em 9h de estrada + 3h de sono + 9h de estrada) mas o “segredo” não é velocidade (até porque estou numa custom) e sim REGULARIDADE. Velocidade confortável, constante e paradas curtas explorando a autonomia do tanque (ou seja, nada de fotos e paradinhas intermediárias). Regularidade que só consegui de volta fazendo as curvas direito.

Aproveitei a necessidade da revisão da moto (que só faço em Brasília no Toninho) com uma reunião de negócios em Goiânia, e novamente uni o útil ao agradável. Mas cheguei moído de qualquer jeito… 😉

O curso, para quem ficou curioso: www.speedmaster.com.br , do Geraldo “Tite” Simões. Perfeito!


“Não explico porque ando de moto! Para quem gosta, não é necessário,

e para quem não gosta, nenhuma explicação é possível”

Autor desconhecido


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