Dicas para a BR-070

Dicas para a BR-070
Dicas para a BR-070

A BR-070 inicia em Brasília e segue rumo oeste para Cuiabá e termina na fronteira com a Bolívia. Uma importante rodovia do centro-oeste, atendendo o transito de carga de DF, GO e MT. Até hoje tem um trecho de terra na Serra dos Pireneus, em Pirenópolis, que ainda pega muita gente de surpresa.

HISTÓRIA: https://pt.wikipedia.org/wiki/BR-070 (fraquíssima)
VIDEO: Uma passada pelo trecho de terra da BR-070

TRECHO DF/GO – 500Km
Roteiro: https://goo.gl/maps/CnXffqzGDVw

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A estrada inicia no trevo entre Taguatinga Norte, Avenida Estrutural e o acesso para Brazlândia. O trecho que atravessa a Ceilândia é um dos mais perigosos do DF em termos de acidentes, devido ao elevado trânsito diário. Após a divisa DF/GO no Rio Descoberto, a estrada passa por dentro de Águas Lindas, duplicada e com dezenas de radares. A pista fica simples depois de Águas Lindas e segue sinuosa para Cocalzinho. Uma curiosidade é o marco do Tratado de Tordesilhas, no Km 47 em Goiás.

O trecho de terra começa em Cocalzinho. Aqui que muito GPS coloca o pessoal no mato. A pista de terra até é larga e boa no início, com manutenção. Mas o trecho passa por dentro do Parque Estadual da Serra dos Pireneus, e a manutenção da pista é pouca. Muita areia, pedras, valas e a estrada fica bem estreita cercada de mata. Há a travessia de vários riachos, rasos na época seca e com possibilidade de nível alto da água na época das chuvas. Não é coisa pra carro baixo. Este trecho tem 60 Km, até o cruzamento com a BR-153. Entre a BR-153 e a cidade de Itaguari temos um trecho misto de terra e asfalto com 36Km, pista simples, estreita e com pinguelas de madeira em alguns rios. É um trecho que está sendo asfaltado devagariiiinho, deve terminar lá em 2050. É mais fácil do que o anterior, na época seca.

De Itaguari em diante é tudo asfaltado, com trechos de pista simples e pouca pista duplicada. A conservação varia, com remendos mal-feitos perto de Jussara/GO. Um ponto de destaque é a antiga capital do estado, oficialmente chamada de Cidade de Goiás mas carinhosamente apelidada de Goiás Velho. Cidade colonial lá de 1740, da mesma época que Tiradentes e Paraty, com o centro histórico preservando o pavimento e casario. Tem pontos bons de visitação como os museus e a casa de Cora Coralina, importante poetisa brasileira e ilustre moradora da cidade. A parte goiana da rodovia termina em Aragarças, cidade vizinha de Barra do Garças. Local onde o Rio das Garças encontra o Rio Araguaia, divisa natural entre os estados de Goiás e Mato Grosso.

TRECHO MT – 822Km
Roteiro: https://goo.gl/maps/TWzm11u8aPv

A BR-070 atravessa Barra do Garças em bom estado de conservação, e bastante trânsito. Após a cidade, pista simples de novo. Uma região muito bonita, ao sul da Serra do Roncador, com várias cachoeiras que podem ser visitadas.

O ponto crítico da BR-070 até Primavera do Leste são as duas terras indígenas Xavante que existem. A Terra Indígena MERURI é cortada ao meio pela rodovia, e a Terra Indígena SANGRADOURO tem seu limite sul na BR-070. A recomendação de sempre é ir devagar (animais na pista). Não há postos, lanchonetes ou pontos de apoio. Raramente pode ocorrer bloqueio da pista pelos indígenas, em algum protesto ou solicitação de contribuição (pedágio ilegal). Relaxe, sorria, não mostre notas de valor alto, se possível antes de passar por este trecho já deixe um valor pequeno separado e caso ocorra o pedágio, negocie até um certo ponto. A cultura Xavante é de luta, não arrisque sua viagem. Depois de passar pelo trecho, chegando em área com sinal de celular, denuncie o pedágio para a polícia. Simples e mais eficiente do que ficar fazendo textão na internet.

A partir de Primavera do Leste rumo a Cuiabá e Cáceres, tudo tranquilo na estrada. Pista boa, recém-reformada. Postos nas cidades, é raro posto no meio da estrada. Na chegada perto de Cuiabá há o entroncamento com a BR-364 vinda de Rondonópolis, e a Serra de São Vicente, curta mas belíssima. Há grande movimentação de caminhões agora, pois a 070 e a 364 são as únicas rodovias da região que levam até Rondônia e Acre.

O trecho final de Cáceres para a Bolívia, é considerado “Rota do Tráfico” então atenção. De Cáceres para Rondônia a estrada é a BR-174, que será tema de outro texto.

NOSSA EXPERIENCIA:

Rodamos pela BR-070 de Cáceres a Cuiabá em 2015 no retorno da primeira viagem amazônica, e o trecho Cuiabá – Brasília fizemos umas 6 vezes já. Apenas uma vez presenciamos pedágio ilegal na terra Meruri. A estrada tem muito movimento entre Cáceres e o trevo para Rondonópolis, em pista simples com boa conservação. Tem que ter paciência nas filas intermináveis de caminhões. Pesquise a época da safra de soja e algodão e evite se puder, mas também não é algo impossível de passar. Tem muita estrada alternativa (geralmente de terra).

DNIT – CONDIÇÕES DA RODOVIA:
No site do DNIT tem informações sobre a condição das rodovias, mas não é muito confiável. Escolha o estado e a rodovia e consulte: http://servicos.dnit.gov.br/condicoes/

ERROS DOS MAPAS:
Vários pontos citados no texto foram mapeados no Google Maps, OpenStreetMap e no site MOTOENCONTROS.

QUER COLABORAR?
– Ative as coordenadas geográficas na sua câmera, e inclua mais pontos interessantes da estrada no próprio Google Maps. Se o ponto não existir ainda use a função “informe lugar ausente”, e se o ponto já existir, inclua suas fotos nele. Fotos do local né, não selfies mostrando essa sua cara feia.

OUTRAS INFORMAÇÕES:
A BR-070 geralmente é “fim de viagem amazônica” pra nós, então passamos correndo por ela pra chegar em casa logo e quase não tem fotos. O que precisar sobre ela, só perguntar nos comentários que vou respondendo. E quem tiver novas informações e dicas dos trechos, só comentar que vamos incluindo e atualizando.

FOTOS:

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