Serras Paraná e Santa Catarina

Serras Paraná e Santa Catarina

1º dia – 08/10/2016

Viagem para conhecer as serras do sul e Oktoberfest em Blumenau – SC. Feita por Fabiano (Harley- Davidson Iron 883), Régis (Kawasaki Versys 650) e Carina (Kawasaki Vulcan 900).

No dia 8 de outubro, saímos de Valparaíso (Divisa DF/GO) às 5:20 da manhã para o início da viagem. Fomos pelo caminho de costume, seguindo a BR-040. Perto das 7h da manhã paramos no velho conhecido Posto JK de Cristalina – GO para tomar café da manhã. Motos abastecidas, café tomado, pegamos a BR-050 e seguimos para Catalão – GO, nossa segunda parada. Abastecemos e seguimos com uma parada rápida, pois o planejado é chegar a Capão Bonito – SP ainda no sábado. De Catalão seguimos para Uberaba – MG. Paradas sempre nessa média de 180 a 220 km, acima disso bate o cansaço e acaba prejudicando a viagem. Também tem a questão do tanque da 883 ser pequeno (12,5 L pelo manual, na verdade acho que é menos). Não recomendo arriscar mais que isso sem abastecer hehehe. Próxima parada em Ribeirão Preto – SP. Parada mais demorada para almoço, um descanso maior e em seguida, partir. Perto de Limeira não percebemos a entrada para a BR-373, sentido Piracicaba e passamos reto por alguns km’s. Paramos no acostamento e vimos que realmente passamos direto, fizemos o retorno e voltamos (sorte nossa, era o último retorno antes do pedágio). Chegamos a Piracicaba no final da tarde, cortamos pelo meio da cidade e pedimos informações para moradores locais de como chegar na BR para continuarmos a viagem. Objetivo do primeiro dia concluído. Chegamos a Capão Bonito – SP, no início do Rastro da Serpente às 19:30 após quase 1100 km rodados. Assim que entra na cidade, já tem a famosa placa da SP-250 com o desenho da serpente, onde há um bar que o dono é bem atencioso. Quando chegamos já foi ligando para o hotel e reservou um quarto para nós e também deu algumas dicas sobre a estrada, que estava com uma parte em obras.

 

2º dia – 09/10/2016

2º dia de viagem, dia de descer o Rastro da Serpente seguindo para Curitiba. São mais de 1200 curvas num trecho de 260 km e uma média de 5h até chegar a Curitiba. Saímos logo cedo, por volta das 7:30 da manhã de Capão Bonito para encarar a serpente. Nos primeiros 50 km a estrada estava em obras e com muito cascalho e também fizemos algumas paradas, pois tinham trechos com uma das faixas fechada para conclusão do asfalto. Para minha surpresa, ao contrário do que muitos me falaram, foi excelente. Chegamos ao final com vontade de subir e descer de novo rsrsr. Não foi nem um pouco cansativo, foi bem divertido pra falar a verdade.

Entramos no município de Colombo e antes de entrar realmente em Curitiba, fomos em direção a Régis Bittencourt (BR-116) para em seguida chegar ao Portal da Graciosa. Agora é a hora de descer a Estrada da Graciosa na PR-410. Essa rota preserva a estrada usada pelos “Tropeiros”, que a utilizavam em direção ao litoral do PR transportando mulas, cavalos e também especiarias para o comércio desde o século XVII. Muito cuidado nessa descida de serra porque o piso é de paralelepípedo, desce água de muitas nascentes que tem ao redor, além da neblina da serra. A visibilidade é pouca e o piso está sempre úmido. O visual da Estrada da Graciosa é espetacular, valeu a pena cada segundo. Enfim paramos para almoçar na bifurcação da PR-410 com a PR-411, aos pés da Graciosa e depois seguimos pela PR-411, em direção a Morretes (não podia faltar a cachaça de banana artesanal para levar pra casa, famosa neste local). Seguimos para o litoral passando por Matinhos e pegamos o Ferry Boat para atravessar o pedacinho de mar até Guaratuba. Seguimos pela PR-412 e SC-415 até Itapoá – SC, onde o pai da Carina, nossa companheira de viagem, estava esperando para nos receber já preparando o churrasco no fim do dia. 2º dia concluído com cerca de 480 km rodados e paisagens cada vez mais bonitas.

 

3º dia – 10/10/2016

Na noite anterior traçamos a rota do 3º dia. Decidimos sair de Itapoá, passando pela Vila da Glória. Há uma estrada de areia até o Ferry Boat, onde você pode ir para Joinvile ou para a ilha de São Francisco do Sul. Para nossa sorte, a patrola tinha passado recentemente e a estrada estava melhor do que muito asfalto por aí. Pegamos o Ferry Boat para Joinvile e depois de nos perder algumas vezes dentro da cidade, conseguimos achar a BR-101. Começaria aí a descida pelo litoral de Santa Catarina, com destino a Laguna. A BR-101, pelo menos nesse trecho, tem um ritmo maluco. Ou você entra no ritmo ou você é atropelado. Descemos com paradas apenas para abastecer e almoçar. A vista é muito bonita nesse trecho do litoral. No final do dia estávamos em Laguna – SC, nosso destino. Achamos um hotel bem em conta, guardamos as motos e as bagagens e fomos dar uma volta para conhecer um pouco melhor essa cidade histórica com vários prédios antigos (estava tão frio que eu estava de segunda pele na beira da praia hehehe). Achamos uma lanchonete e agora estava na hora de abastecer o estômago e começar a traçar a rota do próximo dia, com várias expectativas, pois seria um dos dias mais interessantes.

 

4º dia – 11/10/2016

Dia de acordar cedo, fechar a conta do hotel e partir. 7h da manhã já estávamos saindo da cidade e pegando estrada. Saímos de Laguna ainda pela BR-101, passando por Tubarão-SC e seguindo pela SC-390. Por incrível que pareça, essa foi a primeira e única vez que pegamos chuva desde que saímos de Brasília. Cerca de 20 km com uma chuva fraca, mas o suficiente para fechar o tempo. Péssimo sinal, pois estávamos indo para a famosa Serra do Rio do Rastro e com o tempo assim, não é possível ver a paisagem da serra. Chegamos ao pé da serra logo após Lauro Muller e adivinha? O tempo abriu de uma forma que não imaginávamos. Todas as nuvens simplesmente desapareceram e o sol estava bem forte. Subimos a serra com uma visão espetacular e com várias paradas para fotos. Sinceramente, nunca tinha visto uma paisagem tão bonita em toda a minha vida. Chegamos ao Mirante da Serra do Rio do Rastro no final da manhã e ainda ficamos um tempo por lá para mais fotos e apreciar um pouco mais a vista.

Nossa próxima parada seria Urubici-SC, então todos de volta nas motos e simbora. Estrada muito bonita, mas com muita névoa e fazendo muito frio. Segunda pele é essencial por ali, menos para o Régis que parece não sentir frio rsrsrs. Parada rápida para a foto clássica da região hehehe:

Logo na entrada de Urubici, várias plantações de maçã. E se você explorar um pouco o local, encontrará um lugar meio escondido com pinturas rupestres nas paredes das montanhas. Entramos na cidade e já fomos direto pegar a autorização com o exército para subir o Morro da Igreja. Autorização em mãos, seguimos para o Morro, onde foi registrada a menor temperatura no Brasil até hoje (-17°). Na entrada da cidade encontramos algumas pessoas que tinham acabado de descer e disseram que a temperatura lá em cima estava 0°. São 20km da cidade até o pé do morro e depois mais 10km de subida bem íngreme com apenas um detalhe: minha moto estava na reserva desde antes de entrar na cidade e o inteligente não abasteceu. Chegamos no topo do Morro da Igreja e percebemos mais uma vez que tudo estava conspirando a nosso favor. Não tinha sequer uma nuvem e a paisagem estava totalmente limpa. Outro lugar espetacular com uma vista incrível. Mais algumas fotos e o tempo começou a esfriar muito rápido com as nuvens começando a tomar conta do lugar. A vista de cima da montanha das nuvens chegando é única. Ficamos mais um tempo e começamos a voltar para a cidade (eu já tinha me conformado que teria uma pane seca). Dito e feito. No pé do morro, faltando 20km para a cidade, a moto começa a engasgar. Régis e Carina na frente, eu fui ficando para trás, andando a 60/80km por hora na beira da pista para aumentar a sobrevida até o posto. Enfim chegamos e não fiquei parado na estrada (ufa!). Paramos para comer num posto de gasolina todo temático no meio da cidade, bem legal.

Hora de pegar estrada novamente e logo na saída da cidade, mais serra e muita neblina. Visibilidade bem limitada e tomando muito cuidado. Mais 150km até Rio do Sul, onde encontraríamos o Sérgio (amigo e aventureiro parceiro do Bressan na Amazônia). Ele nos hospedou em sua casa e o dia não poderia ter terminado melhor. Tanto ele quanto a família nos receberam muito bem e ficamos muito agradecidos.

 

5º dia – 12/10/2016

Aproveitamos esse dia para descansar um pouco mais (iríamos rodar apenas 100km até Blumenau-SC) e saímos um pouco mais tarde dessa vez. Após um belo café da manhã com o Sérgio e sua família, nos despedimos e fomos embora. A estrada estava um pouco movimentada, mas logo chegamos a Blumenau, onde iríamos ficar os próximos 3 dias para aproveitar a Oktoberfest. Como nessa época do ano a cidade enche de turistas, fica quase impossível achar hotel e quando acha, os preços são absurdamente altos. Já tínhamos reservado um camping um pouco mais afastado do centro da cidade, muito mais em conta e muito bacana. Chegamos no camping, armamos as barracas, almoçamos e já fomos conhecer a cidade para mais tarde ir para o Parque Vila Gêrmanica, onde acontece a festa.

Chegamos e já começamos a aprontar:

 

6º dia – 13/10/2016

Hoje foi o dia de conhecer a Vila de Itoupava. É um distrito de Blumenau que até hoje preserva os aspectos da colonização alemã. Lugar muito bonito que vale a pena conhecer:

Voltamos para a cidade e fomos conhecer o Museu da Cerveja. Bem interessante:

E a noite, mais Oktober.

 

7º dia – 14/10/2016

Último dia antes de começarmos a viagem de volta para casa, então preferimos um dia mais tranquilo para descanso. Apenas passeio pelo centro da cidade e ao fim da tarde voltamos para o camping, para começar a arrumar a bagagem.

 

8º dia – 15/10/2016

5:30 da manhã e já estávamos de pé com bagagem na moto e prontos para partir. Nos dias que ficamos em Blumenau, aproveitamos e modificamos a rota que iria nos levar para casa. Pegamos a SC-421, passando por Pomerode e depois a SC-416, passando por Jaraguá do Sul e em seguida pegamos a BR-280 até Mafra, na divisa de Santa Catarina com Paraná. Fomos pela PR-427 em direção a Ponta Grossa-PR, seguimos para a BR-153, passando por Marília-SP. Algumas serras bem legais por essa estrada. Nesse dia amanhecemos e anoitecemos na estrada até chegar à fornalha… ops, São José do Rio Preto-SP, por volta das 20:30 e após 900km rodados desde Blumenau. Esse dia foi bem cansativo e o calor descomunal que estava fazendo também não ajudou. Achamos um hotel, comemos um sanduíche numa barraquinha em uma esquina e fomos dormir, pois o dia seguinte também seria bem puxado.

 

9º dia – 16/10/2016

Último dia de viagem e o objetivo é rodar mais 750km até Brasília. Nada muito difícil se não fosse o calor absurdo. Se no dia anterior estava quente, agora o inferno chegou de vez. Ultrapassar um caminhão era como se estivesse sendo queimado vivo. Não conseguimos nem fechar as jaquetas durante todo o trajeto. Tirando isso, a estrada estava bem tranquila. Faltando 60km para chegar em casa, um pequeno imprevisto: a moto do Régis deu uma pane elétrica. A princípio parecia bateria ou retificador, depois descobrimos que foi o estator que queimou. Tudo foi resolvido rápido, estávamos praticamente em casa e ajuda por aqui é o que não falta. No início da noite, após cerca de 4300km rodados, estávamos todos em casa prontos para a próxima.

 

 

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3 Responses »

  1. Parabéns Passarinho, Carina e Regis pelo passeio!
    O relato só fez aumentar a minha vontade de passear nas duas serras, Serpente e Rio do Rastro.
    Quem sabe esse ano!?!?

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