Caminho dos Diamantes

Caminho dos Diamantes

CAMINHO DOS DIAMANTES (ou quase)

Aproveitando o feriadão de Corpus Christi, resolvemos visitar Diamantina e conhecer mais um pouco da região da Estrada Real. O Caminho Novo e o Caminho Velho já fizemos quando eu trabalhei/morei no Rio de Janeiro, então faltava conhecer o Caminho dos Diamantes. A rota que liga Diamantina a Ouro Preto. Dando aquela pesquisada básica, vimos que a Estrada Real tem centenas de km de terra, e como uma das motos é uma custom pesada, caçamos uma rota de asfalto puro.

FOTOS E MAIS DETALHES EM BREVE!

De Brasília até Felixlândia, usamos a BR-040 até o acesso para Curvelo pela MGC-239 (BR-259 estadualizada) e então Diamantina. Aproximadamente 740Km realizados no primeiro dia da viagem. A 040 está bem conservada, tem vários pedágios na faixa de 2,30 reais para motos. Mas não está inteiramente duplicada, nem vimos obras em andamento. Já a MGC-239 está muito boa, mas é estreita sem acostamento e sem refletivos. De noite ficou bem escura. Antes de anoitecer vimos que a paisagem é muito bela. Depois que anoiteceu fomos seguindo outros carros usando-os como guias para o traçado da estrada. Também como escudo para possíveis animais na pista kkk. Tática velha para viajar de moto à noite. Chegamos em Diamantina por volta das 20h.

Diamantina é fantástica, visitamos o centro histórico pela manhã, aproveitando para conhecer o Instituto Casa da Glória, um antigo casarão de família rica. Após a morte dos proprietários, passou por uma fase de internato/orfanato para moças, convento, um tempo de abandono e então nos anos 70 foi resgatada e transformada em um instituto de ensino e museu para as ciências geológicas. Tem um acervo muito bom sobre a história da mineração de diamantes na região. Passamos também pelo Museu dos Diamantes e a Casa de Chica da Silva, locais que completam o aprendizado sobre a vida da época colonial na cidade.

Por volta do meio-dia, pegamos o rumo. Escolhemos a rota asfaltada para Serro, Guanhães, Itabira, São Gonçalo do Rio Acima, Barão de Cocais e finalmente Mariana. Pista muito boa em todo o percurso. O mapinha off-line do Maps.Me indicava um bloqueio na pista perto de Sabinópolis. A obstrução não existe mais, mas a pista tem dois bloqueios feitos com canos de cimento. Passamos por entre eles e prosseguimos tranquilamente. Para carros e caminhões, existem desvios de terra ao redor. O relevo é sinuoso, a velocidade média não é alta, assim percorremos os 430Km curtindo muito as curvas e a paisagem. Chegamos em Mariana também de noite, por volta das 19:30.

No terceiro dia da viagem, voltamos uns 30Km por onde viemos, para ver o local da barragem do Fundão, aquela que rompeu dois anos atrás e destruiu a Vila Bento Rodrigues e acabou com o Rio Doce. Na estrada vimos as montanhas, as marcas de mineração, várias outras barragens de rejeitos. Entramos em uma estradinha que dizia “Mina Timbopeba” só pra ver até onde podíamos chegar, e fomos serpenteando montanha acima até a entrada da base de operações. Tudo tranquilo, paisagem e relevo lindo pra nós do DF que não temos montanhas por perto ehehe.

De volta à cidade conhecemos a estação de trem e o centro histórico de Mariana, suas igrejas e construções mais antigas. Um espetáculo conhecer mais sobre o pioneirismo da ocupação daquelas terras, iniciado em 1695 devido a descoberta de ouro nos córregos. Embrião da expansão da colônia e formação do Brasil. Histórias que só indo no local e observando a paisagem para tentar imaginar como foram difíceis aqueles tempos.

Após o almoço em Mariana, corremos para conhecer Ouro Preto. Visitamos a praça Tiradentes, o Museu da Inconfidência e o Museu de Mineralogia. Tudo fantástico, vale a pena. O Museu de Aleijadinho chegamos na hora de fechamento, ficará para uma próxima visita.

Para evitar o calçamento colonial e seus sacolejos, escolhemos pousadas na beira do asfalto. Nos passeios pela cidade, usamos minha moto trail para percorrer as ladeiras das cidades. Desnecessário dizer que a motoca sobe parede de forma confiante e estável né?

Domingo, iniciamos o retorno. Saímos de Mariana, passamos por Ouro Preto e pegamos a estrada para Itabirito, que termina na BR-040 antes de Belo Horizonte. Aqui estamos em casa, caminho velho conhecido percorrido mais de 30 vezes entre 2010 e 2012. Neste dia percorremos uns 840Km. Chegando em Brasília por volta das 21h. Retorno de feriado, e o trânsito pesado nos últimos 130Km, à noite.

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