Reconhecimento pelo Norte BR

Reconhecimento pelo Norte BR
Reconhecimento pelo Norte BR

RECON 2015

Em 2015 fiz alguma conta errada e encavalei férias de dois anos. Fui “obrigado” a tirar férias em Junho para zerar o saldo. Os primeiros 20 dias passei com minha esposa conhecendo Lima e realizando um antigo sonho de criança, de visitar as Linhas de Nazca. É tema de outra postagem. Como em setembro estaria de férias de novo para fazer a Transamazônica, resolvi pegar 10 dias de junho para fazer uma viagem de reconhecimento da região norte do Brasil, coleta de informações, mapas locais, etc.

Atualmente estou com duas motos, a Classic 500 e a Boulevard M1500. A Classic está sendo preparada para a viagem amazônica (acessórios, revisão geral, reforços, etc). Então vou de Boulevard, e assim esta viagem de reconhecimento será um passeio todo de asfalto, sem muita aventura. Pra apimentar a coisa, olhei o mapa do Brasil e “já que” vou pra Marabá, por que não estender a rota para o Nordeste e visitar as capitais até Salvador? 10 dias dá e sobra, pra passar correndo e não conhecer nada, obviamente.

No primeiro dia, parti cedão para Anápolis via BR-060 duplicada e então peguei a BR-153. Será minha rota até Marabá. Caminho conhecido até Palmas (fiz de carro em 1998), a estrada melhorou muito desde então. De moto já conheço até Jaraguá/GO. A BR-153 também é chamada de “Belém-Brasília” popularmente, mas não passa nem em Belém nem em Brasília! Outro nome dela é Rodovia Transbrasiliana, uma das 4 grandes rodovias Norte-Sul do Brasil e eixo principal do Centro-Oeste. Estava na minha lista de estradas a fazer, então agora é a oportunidade. Até Anápolis é uma beleza, BR-060 duplicada e pavimento perfeito. De Anápolis em diante a BR-153 se torna uma rodovia estilo antigo. Pista simples, quase sem acostamento, trechos ondulados/remendados e MUITOS caminhões. Não é uma rodovia fácil. As horas e km vão passando, a M1500 é um monstro na estrada, devora curvas e retas firme, estável e com segurança. O ritmo não é forte pois a estrada não permite. Atravesso a divisa para Tocantins e a estrada melhora! Continua pista simples, mas está melhor conservada. Junho é época seca no Centro-Oeste, e o calor vai ficando infernal. Dia claro e sem nenhuma nuvem, tenho um sol só pra mim! De couro da bota até a luva, está bem legal a sauna. Deixo umas frestas no zíper pra entrar um ventinho refrescante. E assim pelas 18h chego na cidade de Paraíso do Tocantins, vizinha de Palmas. Rodo pelo pequeno centro até achar um hotelzinho bom bonito e barato e curto aquele rango e descanso merecido. Foram 900Km hoje.


Planejado

Pouca bagagem

Chegando em Tocantins

Na manhã seguinte, mal saiu o café já estou pronto na copa. Aquela forrada no bucho sem exageros pra não dar sono e prosseguimos a viagem. De Paraíso rumo norte pela BR-153, passo por Guaraí, lembro das histórias do Newton (irmão El Bando) cujo sogro mora aqui na cidade, um dos pioneiros. O calor continua forte, a roupa de couro protege de tudo exceto do calor e do frio kkk. Bom aprendizado, não dá pra voltar aqui em setembro com couro, vou ver as alternativas quando voltar desta viagem. A estrada tem bastante cidades pelo caminho, não tive problema de encontrar gasolina. A autonomia da M1500 indo de boa a 110 chega a 260Km, tenho encontrado posto antes disso. Em Wanderlândia o trevo da rodovia conduz para o noroeste Pará e Marabá, e nordeste Maranhão onde a rodovia já muda de nome para BR-226. Então vamos para o noroeste, BR-153 rumo a Xambioá e o Rio Araguaia. Passo pela placa do KM52 e mais uma fotinho para a nossa coleção.


BR-153/GO

BR-153/TO

Estrada muito boa em Tocantins, vários trechos duplicados nas travessias de grandes cidades da região. O tráfego de caminhões continua intenso, assim como o calorão. Em Xambioá peguei uma balsa, cruzei o Rio Araguaia, e do outro lado cheguei no Pará pela primeira vez de moto. Parece bobiça, coisa de menino, mas é uma emoção muito legal estar percorrendo estradas e divisas estaduais pela primeira vez. Aquela sensação de estar desbravando o caminho, rumo ao desconhecido. Ainda é meio da tarde, falta pouco para Marabá. A estrada piora, com alguns buracos que vou desviando conforme vou avistando. Baixo pra menos de 80 por hora. Foi a estratégia correta. Logo após uma colina, peguei um buracão na pista que não deu tempo de frear muito. Só escolhi um lado “menos pior” e levantei do banco. Pancadão, e quando sentei de novo estava em cima da mochila. Não tinha acostamento, avancei algumas centenas de metros até uma entrada de sítio pra moto não ficar na pista. Pra eu sentar na mochila, a amarração arrebentou. Confiro e falta a capa de chuva, deve ter voado pro mato. Voltei lá no buraco para procurar em volta. Aproveitei pra filmar e xingar a mãe do governador do Pará. Conferi as rodas, felizmente não amassaram. A M1500 tem rodas de liga leve e pneus de perfil baixo. Eu já tinha trocado os pneus dela por outros de perfil um pouco mais alto, e no asfalto rodo com a pressão boa. Ou seja, os pneus ajudaram a minimizar o impacto nas rodas. Eles não rasgaram nem furaram, o buraco é velho e as bordas estão suavizadas. Não foi sorte, foi DEUS meu amigo! Um morador veio ver o que acontecia, me ajudou a procurar a capa de chuva. Enquanto isso relatou que semana passada tinha morrido gente ali por causa do buraco, justamente de moto. É foda! Mas não vai ser UM buraco, o primeiro em 1800Km que vai me desanimar. Bola pra frente, bagagem re-amarrada e vamos adiante.

Na próxima cidade, abastecimento. Ninguém de capacete! Pergunto para o frentista se tem alguma lei local que proíba o uso do capacete. Ele diz que não, que o povo é relaxado mesmo e não tem fiscalização. O calor é tanto que me deu vontade de rodar sem também. Eheheh Mais alguns quilômetros e cheguei no ponto onde a BR-153 e a BR-230 se unem até Marabá. Estou na TRANSAMAZÔNICA, caralho! Desde moleque lendo as aventuras na Revista Duas Rodas eu sonho em fazer esta estrada fantástica que tanto significa para nosso país. Para o bem e para o mal, a BR-230 tem uma grande história de integração do Norte ao resto do Brasil, ocupação do território e desenvolvimento sócio-econômico da região. Considero a “nossa rota 66”. Uma sensação muito boa percorrer a estrada, rumo oeste, ao entardecer, solzão se pondo… bem clichezão de filme de moto. Chego em Marabá, paro no posto na entrada e faço alguns contatos. O Gilmário do moto clube Araras de Aço logo aparece e me leva para a oficina do Jonas. A M1500 estava superaquecendo na estrada, e eu já estava num anda-esfria-para há algum tempo. Diagnóstico: quase sem água no radiador. Saporra evaporou pela estrada com o calorão? Quando saí de Brasília tava no nível! Após tudo corrigido, bora pro hotelzinho. Gilmário me levou a um perto da rodoviária, cujo dono é motoca e dá desconto pra galera. Noite de muito bate-papo e comemorações com a turma de Marabá. Ali me explicam como está a estrada pra Altamira e além, que vou fazer em setembro. E as dicas sobre a poeira, vilas, gasolina distâncias, e muitos contatos para apoio pelo caminho, se precisar. Valeu demais vir fazer esta visita prévia na cidade.


Na Transamazônica!

Em Marabá

Amigos Jaime e Gil

Na confraternização da noite, fiquei sabendo do aniversário do Araras de Aço MC em Belém, e “já que” estamos aqui, por que não? Belém estava na rota mesmo, e ir pra lá acompanhado de outros estradeiros é muito bom. Combinamos o horário, ponto de encontro, e na manhã do terceiro dia de viagem estávamos percorrendo a PA-150 rumo a Belém. Passamos por Jacundá, Goianésia, Tailândia, Moju e paramos para um lanche. No caminho um pneu furado de outra moto, faz parte. Em Moju ainda tem uma balsa, enquanto a ponte não termina de ser construída. Após o lanche, cruzamos o rio de balsa e seguimos pela rodovia até Ananindeua, entrada de Belém, e fomos direto ao local da festa. Espetacular, pessoal nota 10. Conheci vários outros interessados em fazer a Transamazônica também, e praticamente na mesma época, bastava eu ajustar alguns dias de férias. Ficou combinado então 24/09 participar da festa do Os Papas MC em Paragominas e partirmos juntos de lá para a aventura. Na festa também conheci pessoalmente o Ivan Júnior, amigo virtual de vários fóruns/Orkut, que gentilmente me hospedou na própria casa, em Belém.


Indo pra Belém

Balsa em Moju

Os Papas MC e amigos

Festa boa

O quarto dia de viagem foi turistando em Belém. Ivan me guiou pelo Centro Histórico, a igreja matriz de onde parte o Círio de Nazaré, e o Mercado Ver-o-Peso. Muito aprendizado sobre a história e cultura local. No final do dia fomos para o Balneário de Mosqueiro, onde a família dele ia passar o final de semana. Sem palavras para agradecer o apoio do Ivan e familiares, que dedicaram tempo para me guiar pela cidade, explicar a história e apresentar vários locais fantásticos de Belém, históricos e modernos.


Igreja de Belém

Praia em Mosqueiro

Almoço com a família de Ivan

Como estou na correria, pela manhã do quinto dia conheci várias praias de Mosqueiro, almoçamos em família, e parti rumo a São Luís do Maranhão. A BR-316 muito boa. Em Castanhal no Posto Catarinense (achei legal e parei!) comprei um guia rodoviário desses atuais que vendem para caminhoneiros. Com o fim do Guia 4 Rodas, morto pela internet, algumas editoras menores aproveitaram o vácuo e lançaram produtos. Eu sempre vejo isso nos postos, resolvi comprar um pra ver se presta. Vou precisar na viagem amazônica em breve de qualquer jeito, melhor um guia pequeno do que aqueles mapas de escola gigantes dobráveis e pouco práticos de usar na moto. Por ter saído após o almoço, acabei cruzando a divisa Pará/Maranhão já no finalzinho da tarde. Abasteci no posto da divisa, o pessoal informou que ali não tinha pousada, tinha que ir adiante mais uns 40km. Ia anoitecer, a estrada era esburacada, passaram todos os alertas. Botei a moto na estrada, e logo que anoiteceu o inferno apareceu. Estrada estreita, esburacada, sem acostamento e totalmente escura. Ia a quarentinha e desviando da buraqueira, sem muito sucesso. Quando encontrei outra moto, bati um papo e fomos lado a lado iluminando o caminho juntos. Na primeira cidade, Governador Nunes Freire, o colega era morador e me indicou uma pousadinha barateira atrás de um posto de gasolina. Estava sem celular, queimou em Belém! Liguei de um telefone público a cobrar para a esposa, que não me atendia achando que era golpe kkk. DDD 98, bem estranho, quem é que atende? Na terceira tentativa ela atendeu e tudo certo, ficou mais tranquila que a viagem está indo bem.

Sexto dia! Cedão parti de Gov Nunes Freire, com o objetivo de visitar Alcântara, cidade histórica colonial, e sede da famosa base espacial brasileira. Conferi o rumo no mapa, decorei as cidades e pé na estrada. Rota tranquila e bem sinalizada, só seguir as placas. Asfalto ótimo. O calor e a roupa de couro continuam em guerra. Cheguei em Alcântara por volta do meio dia. O pavimento colonial lembra aqueles de Parati, Tiradentes, Goiás Velho, ou seja para a M1500 foi uma surra. Conheci um pouco do centro histórico, depois visitei a entrada da base. Não há visitação, cheguei na portaria, o guarda orientou e dei meia-volta. A estradinha entretanto, é lindona, sinuosa, passando pela área de mata. Dali retornei alguns quilômetros até o acesso para o ferry-boat, que cruza a Baía de São Marcos. Cheguei em São Luís no meio da tarde. Parei em uma oficina só para fazer contato com os amigos da cidade, e rapidamente Bebê e Alciram já me guiavam pelas ruas da capital maranhense. Visitamos a orla da cidade, e depois de volta ao centro tivemos a oportunidade de ver uma apresentação de quadrilhas de São João. Fantástica cultura do norte-nordeste!


Bebê, Alciram, Bressan

Quadrilha 1

Quadrilha 2

Na manhã seguinte, tentei consertar o celular mas não teve jeito, acabei comprando um simplesinho pra não ficar sem comunicação. Visitamos o centro histórico, um museu de antropologia onde conheci mais sobre a história antiga da região. Almoçamos no mercado público e depois parti rumo a Teresina. Fabuloso o apoio e companhia do Bebê e Alciram nesses momentos em São Luís, muito agradecido meus amigos! BR-135 na saída de São Luís, boa, duplicada por alguns poucos quilômetros e super movimentada. Após sair das vizinhanças da capital o tráfego diminui e o ritmo aumenta. Chego na BR-316 de novo, continua boa. Quase tudo sem acostamento. Muitas cidades pequenas, e nenhum risco de falta de gasolina. Anoitecendo chego em Timon, cidade maranhense na divisa com Piauí. Teresina está do outro lado do Rio Parnaíba. Pra minha surpresa, rebenta o cabo da embreagem em cima da ponte! Chego no Piauí empurrando a moto e já paro, pois temos uma ladeira pra subir. Faço alguns contatos, e chegam os amigos de Teresina para dar aquela força. Não tem mais oficina aberta, vamos empurrando no pezinho para um hotel bem próximo. O dono também é motoca e dá um desconto no quarto. De manhã a gente vê pra onde leva a moto. A galera deu muitas dicas e sugestões do que fazer na cidade enquanto esperava o conserto. Pensando nos três problemas que ocorreram, resolvi sossegar o rabo e cancelar o resto da viagem (que iria até Salvador na correria!). Teresina de noite estava quente!

Quando a gente viaja muitos dias perde totalmente a noção do calendário. Nem sei que dia é hoje mais. Pela manhã após o café alguns amigos apareceram e fomos novamente no pezinho até a oficina. Empurrar 330Kg de moto mais 93Kg do mala não é fácil. Mas chegamos. Tiramos o cabo arrebentado, medimos, procuramos similares, e o mecânico encontrou um compatível. Veio de uma Kombi, parece. Se funcionar tá ótimo, o negócio é durar! Depois de alguns ajustes, tudo testado OK. Motoca rodando novamente. Um calor infernal na cidade. Durante a tarde fiquei no ar-condicionado do hotel estudando as estradas no mapa dos caminhoneiros. A noite uma janta no shopping da cidade. Igual a qualquer outro, sem novidades.


Confraternização em Teresina

Praça do Motociclista

Mais confra!

O motivo de ter ficado na cidade era o encontro semanal dos motociclistas, na quinta-feira. Cheguei dois dias antes, arrumamos a moto, conheci a cidade e então na quinta fui lá no local, uma praça embaixo da ponte nova. O pessoal monta um som, aparece umas carrocinhas de comida e tá feita a festa. Neste dia estão comemorando o sucesso de um evento grande de motociclismo realizado recentemente em Teresina, que reuniu visitantes de vários estados vizinhos. Muito legal ver a estrutura, motivação e participação da rapaziada. Conheci mais algumas figuras ilustres do motociclismo da cidade, agradeci a recepção calorosa e apoio recebido. Foi uma ótima confraternização!

Agora já sei que é sexta-feira! Fechei a conta, peguei várias dicas do rumo e parti. O caminho agora é voltando pra Brasília, antes que mais perrengues aconteçam. Eu brinco que é minha “regra de três”. Deu três merdas, para tudo! Dependendo da situação é parar e pernoitar, parar e consertar a moto, ou parar e voltar pra casa. Vai que vou pra Fortaleza, Natal, João Pessoa, Recife, Maceió, Aracaju, Salvador, tem muito chão pela frente e dá outra merda mais longe ainda de casa? Não precisa brincar com a sorte né? Bora de Teresina pra casa, enquanto o cabo de Kombi está inteiro ainda. A estrada saindo de Teresina para o sul está ótima, chego em Floriano, depois de um pequeno trecho de novo na BR-230.


BR-316/PI

Perto de Floriano/PI

Abastecendo pós-baculejo

Agora o rumo é pro interior sul do Piauí. A paisagem já muda de mata para caatinga, vegetação seca em torno da estrada. Em Canto do Buriti entro na cidade procurando posto de gasolina. Paro na praça pra me informar, a moçada pede pra bater fotos com a moto, e vamos batendo papo. Me orientam onde fica o posto, e vou indo. Rodo 150m e a polícia me para, faz um baculejo completo. Mil perguntas, mostra documento da moto, RG, CPF, CNH, a porra toda. Eu como sempre de boa, respeitoso e colaborativo. Depois de tudo mais calmo, pergunto sobre a motivação do nosso encontro. O guarda ri meio puto: “Tu não viu atrás de ti não? Olha o Banco do Brasil explodido nas tuas costas! E tu para a moto bem na praça em frente, conversa com todo mundo, com uma moto com placa do Rio de Janeiro! É suspeito!”. Tem lógica, seu guarda! Bom trabalho!

Dali fui pro posto, abasteci e segui adiante. Cheguei em Cristino Castro. O amigo de Teresina citou esta cidade e falou pra eu visitar o Poço Violeta. Que história louca, meus amigos! 40 anos atrás a Petrobrás perfurou centenas de poços no Piauí, sondando petróleo. Achou água a 800m de profundidade. O Poço Violeta é só o maior deles, jorrando água a 80m de altura. Pense na pressão disso? Agora a pior parte… essas CENTENAS de poços espalhados pelo Piauí jorraram água durante 40 anos! “Pra fora”, pro chão. Em uma região seca, onde falta água pra tudo e todos. Cheguei no poço, o moleque veio correndo me atender. Ele abriu o registro, a água jorrou, bati umas fotos. Tinha almoço, ele falou. Eu indo pro barzinho e ele também. Ei, volta lá pra fechar o registro. Não precisa não, moço! Precisa sim, fecha lá! Foi e fechou, estranhou meu pedido. Dizem que á água não serve pra consumo humano. Sei…


Registro só em 2004!

Poço Violeta

Criançada adora!

Após o almoço continuei na estrada. Passa pela região conhecida como GURGUÉIA, natureza lindíssima, chapadões ao longo do horizonte. A BR-135 neste ponto está complicada. O pavimento até está bom, mas o acostamento fica a uns 40cm abaixo! Se precisar ir pro acostamento, morre! Mais pra frente peguei um trecho com buracos pequenos, deu pra desviar de boa. Mas se não tiver manutenção, isso vai virar uma estrada de moer gente. Anoiteceu, entrei em Redenção da Gurguéia, uma cidade pequenina. Achei uma pousadinha e lá fiquei.

Dia seguinte, sábado, a meta já é chegar em Brasília. O trecho é longo, mas o dia vai render e a estrada BR-020 é velha conhecida, então vai dar certo o plano. Saio de Redenção bem cedinho, cruzo a divisa Piauí – Bahia, chego em Barreiras. Agora é estrada repetida. BR-242 até Luis Eduardo Magalhaes e então BR-020 até Brasilia. Um dos maiores retões de asfalto do país, deve ter uns 200Km de comprimento. Monótono que só. Ladeado de plantações, livre pro vento lateral, às vezes forte.


Divisa PI/BA

BR-135/BA

Divisa GO/BA

89000Km

Pelas 22h já em casa, tudo tranquilo. A motoca, ou melhor o cabo de Kombi resistiu bem. Domingo descanso e segunda já no trabalho novamente.

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