IV BOG NACIONAL

IV BOG NACIONAL

IV ENCONTRO NACIONAL BOG

Saímos, Lilian e eu, quinta 03/06/10 acompanhando o casal Vitor e Alessandra, da Barra da Tijuca, as 7:30h. Passamos os dias anteriores combinando pela internet os detalhes da partida. Vitor estava apreensivo pois seria sua primeira viagem “longa”, e apesar de eu dar força e incentivar, também estava apreensivo pois não o conhecia pessoalmente, nem pelo fórum do BOG. Como seria sua pilotagem? Nos encontramos num posto de gasolina na ponta da Linha Amarela próxima à Barra. Apresentações, piadas com o frio, combinamos dele ir na frente até o posto onde encontraríamos o Newton (El Bando RJ) que também estava indo rumo sul, visitar a família.


Optamos por um ritmo de 120Km/h sempre que possível, para aproveitar bem o dia. O frio já dava as caras e rodar à noite pela BR-116 não seria bom. Entramos na Dutra e cruzamos RJ, SP, PR. A cada 220Km, mais ou menos 2h de estrada, parávamos para abastecimento e esticada de pernas. A M800 rodando a 100Km/h permite até 300Km de trecho, mas é forçar demais a situação. Paramos em Resende/RJ, Guarulhos/SP, Registro/SP e chegamos em Curitiba com folga de gasolina. Uns 60Km antes de Curitiba anoiteceu e começou a garoa. A BR-116 como sempre muito movimentada de caminhões. Não senti firmeza na pista e rodei pianinho, tentando não atrapalhar os mastodontes. Depois de um pouco de frio chegamos em Curitiba às 19:30h, onde encontramos a maior reunião de Suzuki Boulevard já realizada! Nunca antes neste país… kkk

Os “BOGgers” se encontrando no saguão do hotel, muito legal de ver as reações quando se quebrava o “gelo virtual”. “Pôxa, você que é o Caveira? Imaginava totalmente diferente eheh!” Malas no quarto, banho, e pronto pra ir no Bar do Alemão cumprir a programação do evento! Descansar fica pra depois!

Sexta, o tempo amanheceu chuvoso e bem frio. A expectativa de descer a Serra da Graciosa tornou-se suspense! Não era recomendável, a velha estrada de paralelepípedos já polidos pelo tempo ficava muito escorregadia e perigosa. Então João, eu e Lilian, e o Stelle e Camila fomos pela BR-277 mesmo, que liga Curitiba a Paranaguá. De moto, os três corajosos! Os demais infelizmente cederam às tentações do conforto e foram de ônibus, carro… coxinhas!!! 😉

Nos encontramos novamente já em Morretes, no restaurante onde serviram um barreado excelente, de parar a tropa! Fiquei preocupado se conseguiria voltar… kkk Destaque negativo apenas para o pedágio mais caro do Brasil: R$6,90, por um trechinho de 50km. Cada perna! Com certeza isto deve estar impactando o turismo naquela região paranaense!





Havia muita expectativa sobre o clima para sábado, mas depois entendemos que a chuvarada de sexta era a que estava prevista para sábado. A frente fria se adiantou! Sábado amanheceu um dia de sol belíssimo… saí do quarto de manga curta e voltei imediatamente! Esqueci que estava em Curitiba, terra onde o sol não esquenta! kkk

Depois do café, sempre animado com a presença dos outros BOGgers contando seus causos de estrada, resolvi sair pra conhecer a “rua das motos” de Curitiba. Gladston, Marborge e eu nos perdendo pelo centro de Curitiba! Aproveitei para comprar uma capa de chuva nova pra Lilian, pois sua roupa de cordura ficou encharcada no passeio até Morretes. Também aproveitei para lavar minha moto. A “Levada” estava sujinha, coitada. O último banho tinha sido de chuva, em Brasília ainda. Lavar a moto foi uma heresia para alguns (“vai tirar as marcas da estrada!”), sinal de má sorte para outros (“o tempo vai virar hein!!”), ou mesmo motivo de preocupação (“tirar a ‘camada protetora’ vai enferrujar a moto, pô!”). O fato é que depois, já reunida com as outras M800 no estacionamento do hotel, passei trabalho pra achar a moto… não a reconheci! kkk




E assim, perto das 11h, formamos o bonde para o costelão, que seria realizado ali pertinho, uns 80Km, quase lá em Ponta Grossa. De que adianta um encontro de motos se não tiver um passeiozinho né? Um bonde de 25 motos, coisa bonita de se ver! Funcionou bem, o pessoal já está bem estudado com as regrinhas básicas de comboio! Muito bom! Chato era passar nos pedágios, mas o pagamento foi recolhido antecipadamente e na hora todos passavam e o último pagava.

O local do costelão foi fabuloso! Um “rancho” no meio de uma floresta de pinheiros, com um acesso bem discreto à beira da estrada. Um riacho para ser cruzado com as motos… momento aventura! A costela então, nem se fala… perfeita! Muitas fotos, frio, cachaça, frio, piadas, frio, dvd do André Rieu (nada a ver!! rapidamente arremesado pela janela), frio! Infelizmente não tirei fotos nem filmei, pois deu tudo errado com a câmera e o celular. Depois do lauto rango, os organizadores sortearam milhares de brindes enviados por lojas parceiras do BOG. Tinha mais brinde do que gente, e como sou muito sortudo, não ganhei nada (materialmente falando)! kkk

Já falei do frio? Bote sua roupa mais quente, e entre dentro do freezer! Isso só pra ter uma idéia aproximada! Agora pense num cara que chegou atrasado no hotel vindo da lavação da moto e não pegou a roupa de frio pra não atrasar o passeio… já passei frio na ida, que foi ao meio-dia! Voltar no fim de tarde seria “tudo de bom!”… bom, meu plano pro regresso era pegar o vácuo de um caminhão, de preferência do lado do escapamento quentinho!

Hora de fazer planos pra volta. Os outros companheiros do BOG/RJ iriam partir as 5h da madruga! Credo! Previsão de geada na região! Assim não dá, assim não é possível! Por mera questão de liberalidade pessoal, aceitei a sugestão da minha querida Lilian: “MAS NEM FU***** QUE VOU SAIR NESSE FRIO @#*@&¨#*¨&! SEU @#)(@)#(*@ E @(*&@(*@&#*!!!” 😉

Domingão, cedão, friozão, cafezão, vou pegar o estradão… e dá rolo no cartão! Perdi um tempo pra ajeitar, e quase saio sem o café pra não atrasar mais! Eram 7:15h quando saímos, e me perdi na entrada da BR-116 ainda dentro de Curitiba. Não vi o retorno (mal sinalizado) e fui pro centro de novo! 40Km e 45min perdidos! As 8h finalmente estava no caminho certo. A “luva de frio impermeável” que comprei na rua das motos mostrou sua qualidade: péssima! Meus dedos ficaram doloridos do frio! Me imaginei no alto do Everest, descendo a encosta depois de já conquistado o seu cume, e tendo os dedos congelados por falta de equipamento adequado. Lá por Registro/SP que o frio amainou. Paramos no Graal Petropen, e o Ozíris (BOG/MG) que partiu as 8h me alcançou. E seguiu adiante. Eu fiquei esperando a equipe do Discovery Channel me descongelar!

Cruzamos SP, parando naquele tradicional “último posto da Rod. Ayrton Senna”. Ali encontramos os amigos do BOG/RJ que tinham partido as 5h da madruga. Vieram devagar devido ao nevoeiro da madrugada, e depois um sustinho com a lâmpada da injeção eletrônica os fez perder um tempo.




Seguimos juntos a partir de então, até Resende/RJ, onde o grupo “serrano” (iam para Petrópolis e Juiz de Fora) pegou outro caminho para evitar o congestionamento da chegada do Rio e início da BR-040. Sábia decisão! Estávamos rodando Eu/Lilian, Roberto/Antonieta e depois chegou o Newton, voltando de Jundiaí. Levamos 1h pra cruzar o congestionamento, indo com cuidado pelo corredor. Newton pegou o rumo do centro, e nós seguimos pela Linha Amarela.

Chegamos na Barra por volta das 20h, nos despedindo com um bom chopp e lembranças do melhor e maior encontro do BOG até então!

Em destaque a hospitalidade do BOG/PR, que além de receber superbem os irmãos dos outros estados, escolheu muito bem os locais e atividades do encontro.

Videos:

BOG Off-Road – cruzando o riacho pra chegar no Costelão

Panoramica do Churrasco

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