Escolta do Bressan e a Royal de Cristalina até Brasília

Escolta do Bressan e a Royal de Cristalina até Brasília

Hoje o dia foi bacana, e pensar que as perspectivas eram de ficar em casa sem fazer nadica de nada. Na verdade, já tinha me programado para assistir ao mundial de moto-velocidade, as três categorias, ou seja, uma longa tarde de muita tv.

Bom, já tinha acordado tarde, 11:00 hs. Detesto acordar tarde mesmo quando não tenho nada para fazer, mas acho que estava um pouco cansado da semana, então foi bom para re-estabelecer as forças. Dei aquela enrolada no banheiro, qualquer ecologista teria morrido por conta da água que gastei no banho. Saí do banho e já estava quase na hora de começar a corrida. Calma, não fiquei duas horas no banho, demorei muito entre acordar, levantar, decidir tomar banho, banho, vestir uma roupa e ligar a tv.

Começa a corrida e ao mesmo tempo leio as atualizações do Bressan em sua jornada de resgate da Royal. Para a minha surpresa, acabo dando mais atenção aos informes e começo a fazer os cálculos, na tentativa de acertar a hora que o Bressan irá passar em Cristalina e que horas eu devo sair para chegar a tempo. Feitos os cálculos e juntamente com a vontade de fazer algo, resolvo partir em direção à cidade dos cristais. Jogo um verde pra turma, para angariar mais um companheiro, hehehe, sem efeito. Me apronto e desço, resolvo abastecer e calibrar, pois no sábado havia rodado bastante. Para a minha surpresa, logo quando termino os serviços no posto, chega a mensagem do Bressan falando que estava saindo de Paracatu-MG. Pensei em desistir mas refiz os cálculos de cabeça, ou seja, a chance de erro(s) era(m) grande(s), e toquei o barco.

Saio da Asa Norte as 13:52, e lembro que o eixão está fechado para carros e motos. Sigo via eixinho L, direção norte/sul. Tudo ia bem, até chegar no final do eixinho W, entrando no eixão, um BABACA sai da faixa da direita e pega a esquerda para entrar no eixão, sem dar seta e fechando a via sem me dar uma opção segura. Freio forte e espero o CHIFRUDO escolher a faixa, o que demora. É uma curva e o ANIMAL DE CHIFRE não consegue decidir/ficar em uma faixa. Depois que ele me permite passar, faço gestos, juro que não obscenos. Indiquei a ele que deveria, pelo menos, dar a seta e vou me embora. Para a minha surpresa, olho no retrovisor e vejo o mesmo QUADRUPEDE dando farol alto, colando o carro na minha moto e fazendo gestos obscenos. Fiquei puto, comecei a frear e esperando que ele encostasse ao meu lado, disposto a retirar o que ele não usa mesmo, retrovisor. Fiquei muito PUTO. O VIADO não dá seta, faz merda e ainda quer reclamar de mim, fala sério?!?! Mas o cara era tão mané que, na ânsia dele querer me provocar, fechou outro cara de outro carro. Ele estava em um Fiat Idea e o cara que ele fechou estava em um Voyage antigo, acho que 1983. Pois bem, o cara do Voyage passou a buzinar e xingar o BOÇAL do Fiat. Nessa eu fiquei feliz, pois o JUMENTO fez merda e acabou sendo chamado atenção por mais de uma pessoa. Talvez ele se sinta um pouco constrangido. Depois do auxílio do cara do Voyage, segui em direção ao Bandeirante.

Detalhe, a construção do VLP está deixando o trânsito no Parkway, Santa Maria e Valparaíso uma titica, ou seja, a saída Sul está um cocô. No Parkway, eles desviam para aquelas marginais e a coisa fica muito feia, a galera sem respeito fecha os outros, uns andam devagar demais e outros querem passar por cima. Mas fora isso, tudo certo. Quando estava saindo da marginal tinha uma terrinha, que eu vi e pensei: “vou um pouco mais reto e fora dela eu viro para não escorregar”. Mas os apressadinhos são foda. Um cara saiu à minha esquerda e me forçou a fazer a curva em cima da terrinha. A Falcon deu uma escorregada de frente, leve mas assusta, e agarrou no asfalto novamente, ufa!!! Nada punk, Let’s go!

Tirando esses trechos a BR-040 estava ótima, sol leve com algumas nuvens, mas nenhuma que dava a impressão de que pudesse chover. Clima bom, trânsito também, deu até para forçar um pouquinho a Falcon. Tentei manter uma média de 120 km/h, coisa de 6700 a 7000 rpm. Consegui fazer esse ritmo até Cristalina. Um caminhão ou outro me fazia diminuir, mas tranquilo. Perto do Posto da Polícia Rodoviária de Cristalina, na reta, um fidiquenga arrombada que vinha em direção oposta ultrapassa um caminhão na minha frente como se eu não existisse. Tive de jogar a moto para o acostamento. Nada de desespero, mas o cara fez de maldade, tipo “ele está de moto, vai sair”. Ele estava certo, eu saí mesmo. Ninguém precisa me dizer que parachoque de moto é a testa, pois sei muito bem.

Chego no posto JK as 15:38, vejo a Royal do Bressan e algumas pessoas em volta, curiosas sobre a moto do exército, hehehe. Muito bacana. Desço e cumprimento o maluco e lembro que não almocei. Entramos na lanchonete e lá se vai um salgado e uma coca-cola. Penso em comer outro salgado, mas lembro do aniversário da Itana que será na pizzaria. Então, guardar espaço para as pizzas, kkkkkkk, gordo é uma merda.

Depois do lanche, ainda tenho que abastecer a Falcon, a magrela foi exigida um pouco mais do que o normal e queria saber o quanto isso refletiria no consumo do combustível. Paro na bomba para abastecer, e indico a maneira como o rapaz terá de fazer. A Falcon não pode encher o tanque até o topo, pois com o movimento da suspensão, ela derrama combustível. Infelizmente, e mesmo eu tendo avisado o cara, o sujeito esquece do que está fazendo e o gatilho da pistola não desarma, derramando gasolina pelo tanque todo e nas minhas partes baixas, que por acaso ficaram queimando por um tempo durante a viagem de volta. Quando chequei em casa não houve nenhuma avaria.

Após o breve infortúnio, partimos. Antes de chegar no posto da Polícia Rodoviária, pensei em como deveria ser andar com a Royal na estrada. O Bressan havia comentado, na lanchonete, que estava com as mão tremendo por conta da motoca. Concluí que o bicho estava cansado e que se ele fosse na Falcon daria um breve descanso a ele. Fiz sinal para pararmos na polícia e pedi para trocarmos de moto. Ele iria na Falcon e eu na Royal. De pronto ele atendeu ao meu pedido, paramos, trocamos as motos e partimos.

De cara, já senti a diferença na posição, meus joelhos estavam mais altos e eu estava um pouco mais curvado. E a arrancada é forte, engatei a segunda e a terceira com verdadeiros trancos, muito torque, bacana. Depois de um tempo, lembrei da tremedeira e passei a observar o quanto ela vibra. Se você tira a mão da manopla, a manete e o retrovisor vão à loucura. Comecei a rir pensando no trajeto que o Bressan fez em cima dela, 700 km, doideira total. Voltamos pelo mesmo caminho que eu havia feito na ida. A Royal é bruta, tem força, mas não tem aquela final, ou seja, 120 km/h já está de bom tamanho. Mais do que isso é forçar muito. Ela aceita bem a estrada, quem vai em cima dela é que sofre, pois além de tremer muito, ela tem um banco duro pra car….amba (Fui educado por conta das damas que devem estar lendo isso). Bom, chamar o Bressan de IronButt é rebaixá-lo. Depois de hoje, podem chamá-lo de TitaniumButt. Eu não andei mais de uma hora, uns 100 Km, e já estava ficando agoniado e dolorido, punk.

Impressões sobre a Royal Enfield: muito boa para a cidade, pois é leve e maleável, aceita muita manobra, parecendo uma CG com 500 cilindradas, leve, ágil, e o melhor, com torque. Mas muito dura e vibrante. Muito tempo em cima cansa e a viagem já não fica tão bacana. Confesso que não sei como o Bressan aguenta 800 km em cima da bichinha.

Bom, vou lá colocar a roupa na máquina para ver se sai o cheiro da gasolina que foi derramada, tomar um banho e correr para pizzaria, pois estou com muita fome e, claro, darei um grande abraço na aniversariante.

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