Dicas para MT-322 Xingu

Dicas para MT-322 Xingu

DICAS PARA A MT-322 E TRAVESSIA DO XINGU (BR-080 no MT)

A BR-080 foi planejada no início dos anos 70, dentro do Plano de Integração Nacional, para interligar Brasília até Manaus e o extremo noroeste do Brasil. Na prática, após as reviravoltas da construção e da política, a BR-080 ficou muito abaixo do planejado. Um pequeno trecho asfaltado de 250Km inicia em Brasilia e vai até Uruaçu/GO e depois somente em MT a estrada reaparece, cortando o leste do MT, atravessando o Parque Nacional do Xingu, e terminando na BR-163 em Matupá/MT.

No MT, o trecho do Rio Araguaia até Ribeirão Cascalheira continua projetado, sem expectativa de implantação. No PAC 2 este trecho consta como contratado o projeto do traçado, e este projeto já foi feito e entregue ao contratante, o DNIT. A partir de Ribeirão Cascalheira, a BR-080 está implantada, com um pequeno trecho de asfalto até Alô Brasil, coincidente com a BR-158, e a partir daí temos 470Km de terra até Matupá. Como o Governo Federal não dava a manutenção devida na estrada, prejudicando toda a população e o escoamento da produção agrícola no leste do MT, a estrada foi estadualizada e hoje recebe o nome de MT-322. Existem projetos de asfaltamento, entretanto o único trecho realizado foi o de Matupá a União do Norte, com 70Km.

A imagem mostra a situação da MT-322 no MT, na nossa travessia realizada em agosto de 2016 dentro do Projeto Estradas Amazônicas e a aventura AMAZONIA 2016 (Brasilia – Xingu – Manaus). Época de seca na região centro-oeste, pegamos a pista empoeirada em toda sua extensão. O trecho entre Alô Brasil e Espigão do Leste bem movimentado de caminhões e esburacado, não permitia velocidades acima de 60km/h. A partir de Espigão, a poeira ficou traiçoeira, escondendo valas, buracos e áreas fofas que provocaram algumas quedas sem maiores dados. Normalmente a pista é bem larga, e em poucos trechos sinuosos a pista se estreita, dificultando as ultrapassagens em meio ao poeirão alto. O acesso à São José do Xingu é do mesmo jeito, estreito, retão, poeira e tombos.

A travessia do Xingu, mesmo na época seca, é difícil. São apenas 85Km entre os limites leste e oeste do Parque, mas a estrada é MUITO precária. Eu diria até SEM MANUTENÇÃO. Então as deformações causadas pelo trânsito em época de chuva ainda estão lá na seca. Não pegamos atoleiros, mas muitos trechos arenosos com valas, buracos, árvores caídas. E a preocupação maior sempre era com as pontes de madeira, seu estado de conservação e ressaltos de entrada e saída. Com cuidado redobrado passamos ilesos. A famosa ponte de toras ainda está lá, passamos empurrando as motos para evitar maiores transtornos.

Após o Xingu, retorna a área rural com várias fazendas e a estrada melhora. O que não quer dizer que esteja boa, mas sim que recebe manutenção mais frequente. Neste trecho encontramos a estrada mais firme, sem tanta poeira e trechos fofos. Pode ter chovido alguns dias antes e minimizado este problema. Existem algumas vilas, casas, posto e lanchonete/restaurante pela estrada. Em União do Norte, o asfalto reaparece, e são 70Km até Matupá, onde a MT-322 (BR-080) acaba. O resto da estrada até Manaus só existe no papel.

Condições da Rodovia:
MT: não tem informação no site DNIT

Pontos de Atenção:
– na época das chuvas na Região Centro-Oeste, as estradas de terra ficam muito ruins, e existem trechos que ficam alagados e intransitáveis.
– mapeei vários pontos de interesse e cadastrei tanto no Google Maps quanto no Motoencontros.com .

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3 Responses »

  1. Alguém sabe informar a atual condição da BR 080 ou MT 322 de marupa a confresa?

    • Fernando, a tendencia para julho/agosto/setembro é seca e então a estrada melhora. Mas tem que ir com cuidado nas pontes de madeira da região. De Matupá até União do Norte tem asfalto, depois é tudo terra.

  2. Esta ótima para uma estrada de chão. Estão cascalhando e compactado com máquinas de carro vai a 80 por hora com segurança. Só a taxa dos índios que é 90.00 REAIS por veículo,um absurdo. Passei semana passada la.

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