Encontro de Faro – Portugal

Encontro de Faro – Portugal
Encontro de Faro – Portugal

VISITANDO O ENCONTRO DE FARO – PORTUGAL

Dia 1: Porto – Faro
O dia começou no Porto. Pegar a moto na locadora, uma Royal Enfield Himalayan, e então partir para Faro. Pude pilotar a moto na cidade por uns 15km e perceber algumas das suas principais características que serão abordadas no texto de avaliação da moto, que pode ser lido aqui neste LINK

Pegamos a A1 com destino a Lisboa. É uma autoestrada com pedágio, três faixas em cada sentido, com velocidade de 120km/h. Sobre os pedágios vale mencionar que o “Via Verde”, um dispositivo que faz o pagamento dos pedágios automaticamente no cartão de crédito, pode também ser utilizado por motos. O sistema aliás é bem semelhante ao brasileiro “Sem Parar” com a diferença que as baias onde os veículos passam possuem câmeras e não cancelas. Desta forma, não há perigo para os motoristas e pilotos, e caso um dos aparelhos não seja lido da forma correta, a câmera fotografa a placa do veículo, envia à central de controle. Sabendo que há um aparelho cadastrado para aquele veículo, fazem a cobrança do pedágio. Portanto, o condutor não precisa preocupar-se em parar ou esperar cancelas. É só passar em baixa velocidade. Algumas são à 40km/h outras à 60km/h.

Em relação às taxas, não há nada semelhante no Brasil. Funciona assim: Nas estradas há uma estrutura metálica muito semelhante aos nossos radares, com uma placa ao lado informando os valores que são cobrados. Ao passar por estes “pardais” não é necessário reduzir a velocidade, como nos pedágios. O seu veículo será fotografado e então há 2 hipóteses. Caso seja utilizador do Via Verde, será debitado do cartão de crédito como os pedágios são. Caso não tenha Via Verde, tem o prazo de 2 dias para ir aos Correios, informar a matrícula do veículo e efetuar o pagamento. Caso não pague em 2 dias, terá uma multa. Para motos e carros os valores das taxas variam bastante de cada lugar. Há alguns de €0,15 alguns de €0,85 não havendo assim uma padronização.

Seguindo pela A1 até Leiria, lá entramos na N113 uma estrada nacional muito bonita. Ficamos nela até a cidade de Tomar, onde mudamos para a A13, mais uma auto estrada com pedágios e taxas e pegamos a N118 até Abrantes onde trocamos novamente e entramos na N2 uma das mais belas rodovias que já rodamos e que é mítica pois corta o país inteiro. Em Montemor-o-Novo mudamos para a A6 sentido Lisboa e pegar então a A2 descer até ao final e pegar a A22 chegando aí sim à Faro. Foram 750 km, feitos em 10 horas. Algo assim: https://goo.gl/maps/UnQA6AbBv342

Cumpre mencionar que as Autoestradas (A) são todas perfeitamente sinalizadas, dispondo de área de serviço (posto, restaurante, área de descanso, troca de óleo) pelo menos a cada 80km, sendo bem comum à cada 40km. Ao longo da via (a cada 2km aproximadamente) existem diversos telefones de emergência para solicitar socorro no caso de alguma ocorrência. O asfalto é sem ondulações e muito aderente, sendo de excelente qualidade.

Já as estradas nacionais (N) e as municipais (M) em geral são de pista simples e mão dupla, pouco espaço de acostamento e nem todas são bem sinalizadas. Postos de gasolina, há os das cidades ao longo da estrada, em média a cada 60km, porém nem todos possuem restaurante. Entre os que possuem restaurante, a comida nem sempre é variada ou bem preparada como habitualmente é nos restaurantes das autoestradas. Portanto a grande dica é comer em restaurantes locais ao invés dos restaurantes dos postos caso esteja a rodar por uma Municipal.

Com o cansaço físico da estrada, foi tempo de tomar um banho e ir jantar.

DIA 2 – 37 Concentração Internacional de Motos de Faro
Embora o evento tenha começado na quinta, apenas no sábado foi possível chegarmos. Entretanto o sábado é considerado o principal dia e nos aguardavam grandes concertos. Chegamos no evento às 11 e fizemos a inscrição. São 45 euros e te dá direito à acampamento e utilizar toda a infraestrutura do evento. Além disso entregam uma pulseira que é utilizada para ingressar no evento, uma camiseta do evento, um adesivo, um broche, um patch, um saco de lixo, um preservativo, um folheto com toda a programação do evento e três vouchers para alimentação (jantar sábado, café da manhã domingo e almoço domingo). Após 15 minutos descobrimos que a inscrição após o meio-dia é 30 euros. Enfim, já tínhamos pago a inscrição então entramos.

ESTRUTURA:
Bastante seguranças particulares organizando o trânsito e fazendo a vigilância do evento. Membros do Motoclube de Faro fazendo o controle de pulseiras e prestando apoio a todos os motociclistas. O evento é organizado de modo que o trânsito das motocicletas é sempre desimpedido. Ao ingressar no evento encontram-se os estacionamentos, após é que vem as atrações evitando assim que motociclistas fiquem distraídos ou parem na via.

O evento possui feira para venda de artigos motociclísticos, camisetas, coletes, cutelaria, broches, patchs, percebe-se que é mesmo possível sair do evento com um “colete fechado” como na maioria dos eventos brasileiros. Praça de alimentação com comidas rápidas tais como sandes, tostas, salgados, sanduíches, pizza, bebidas em geral (incluída uma barraca para venda de caipirinha brasileira). Há também stands com a venda dos mais diversos produtos e serviços, desde rastreamento de veículos até massagens. Há stands de montadoras mas não são todas e nem tão grandes. A organização montou também um outro palco no centro da cidade. Cerca de 10 minutos do evento principal.

Em termos de equipamento de som, estava excelente embora não perceba muito da parte profissional, mas a música era audível em todos os pontos da praça do evento, porém não incomodava tanto aos que estavam nas zonas mais afastadas.

Banheiros químicos como habitual, sujos, porém ao menos tinha um local para lavar as mãos após usar o banheiro e havia papel higiênico. Duchas para banho: Não utilizei, porém ouvi várias reclamações da temperatura da água e da falta de privacidade. Camping: bastante espaço, acesso controlado e parecia bem seguro.

Shows: Bandas nacionais e internacionais, com destaque para Xutos e Pontapés, uma das mais famosas bandas portuguesas de rock! Aliás, esse é o nosso destaque do evento. O evento pautou-se por tocar ROCK! Algo que hoje em dia anda cada vez mais raro, mesmo entre festivais que levam rock no nome.

Dia 03 – HOSPITAL
As coisas não correram bem com alguma alimentação. Tive um problema intestinal e fui ao Hospital de Albufeira. Oportunidade de comprovar que há bom atendimento pelo Sistema Nacional de Saúde. Atendimento, exames e medicação tiveram custo final de €22,00.

Dia 04 – Praia da Marinha
Pegamos várias Estradas nacionais costeiras até chegar na Praia da Marinha, uma das mais famosas do Algarve. Parece que esse é o habitat da Royal Enfield, estradas onde se anda até os 80 km/h. Pudemos comprovar também sua ótima suspensão em solo irregular e sua incrível capacidade de frenagem e curvas. Mais detalhes no review específico da moto, que farei em seguida.

Dia 05 – Retorno
Saímos pela M1089 para a N124 e de lá para a A2, depois A13 até Santarém, onde pegamos a A1 direto até o Porto. Tinhamos pressa e precisávamos devolver a moto em horário comercial. A autoestrada definitivamente não é o habitat natural da moto, que sofreu bastante. Mas com paciência e um pouco de jeito chegamos em casa!

Compartilhe!

One Response »

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *